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Fragata Corte-Real parte para missão da NATO liderada por almirante português

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O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho (3-E), durante a cerimónia da partida da fragata “Corte-Real” para integrar o 'Standing NATO Maritime Group One (SNMG1)', nas funções de “navio-almirante”, na Base Naval de Lisboa, no Alfeite, Almada, 06 de julho de 2020. RUI MINDERICO/LUSA

A Fragata Corte-Real partiu hoje de Almada com 180 militares a bordo, para integrar uma missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), que se distingue pela liderança de um almirante português.

“A Corte-Real vai agora partir numa missão muito importante porque irá liderar uma missão de navios da NATO, o Standing NATO Maritime Group One (SNMG1), que faz a patrulha do Atlântico Norte”, assinalou o ministro da Defesa Nacional.

João Gomes Cravinho falava aos jornalistas na cerimónia de despedida dos militares, na Base Naval de Lisboa, em Almada, no distrito de Setúbal, onde revelou que será um almirante português o “responsável pela missão toda, que tem navios de sete países”.

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“É uma manifestação da capacidade de liderança que Portugal tem dentro do seio da Aliança Atlântica e uma manifestação do empenho dos aliados de, apesar da pandemia, continuarem a fazer o trabalho de controlo e patrulhamento do Atlântico Norte”, afirmou.

Na visão do governante, esta será uma missão longa e “de grande complexidade”, que terá um desafio adicional para o comodoro José Vizinha Mirones, que será o comandante da SNMG1 durante seis meses, até janeiro de 2021.

Por sua vez, o militar não encarou as palavras de João Gomes Cravinho como um elogio para si próprio, mas “para a Marinha Portuguesa que aprontou o navio” e que o educou.

“Eu sou um mero marinheiro. É dirigido à Marinha Portuguesa e a Portugal, que contribui assim para a força naval permanente do Atlântico”, frisou.

Segundo o comandante, o navio fará a primeira paragem na Noruega em 26 de julho, tendo vários exercícios que “visam demonstrar a prontidão da aliança em termos militares, mas também políticos para mostrar a bandeira dos países da aliança”.

No entanto, segundo o ministro da Defesa, esta será “uma missão mais exigente do que as normais”, não só porque é prolongada no tempo, mas também porque “exige cautelas redobradas por causa da covid-19”.

“Não sabemos exatamente quais serão as circunstâncias daqui a dois ou três meses. Não sabemos se eles poderão ou não desembarcar nos vários portos por onde passarão para reabastecimento”, disse.

Ainda assim, João Gomes Cravinho garantiu que a guarnição “está preparada estarem seis meses no navio” e que todos foram testados com resultados negativos.

“Agora farão uma missão breve de duas semanas para assegurar que durante esse período não surge nenhum infetado. Aí regressarão cá [Base Naval de Lisboa] só para reabastecer, já não virão a terra e, uma vez reabastecido o navio, começará a missão”, indicou.

A mesma perspetiva otimista mostrou o comandante da fragata Corte-Real, António Coelho Gomes, frisando que “uma das características das unidades navais é a sua flexibilidade”, que lhes permite adaptarem-se a qualquer situação.

“É um desafio que vai durar seis meses para o qual nos temos vindo a preparar ao longo do último ano”, mencionou.

No período em que Portugal assume o comando do SNMG1, entre 30 de julho e 09 de janeiro de 2021, a Força Naval irá contribuir para as medidas de tranquilização da NATO no Mar Báltico, no Mar do Norte e no Atlântico Norte.

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