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Antigo avançado do FC Porto Seninho morreu aos 71 anos

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O antigo avançado do FC Porto Seninho, campeão pelos ‘dragões’ em 1977/78, morreu aos 71 anos, anunciaram hoje os ‘azuis e brancos’ em comunicado, lembrando a importância do luso-angolano no clube.

Nascido Arsénio Rodrigues Jardim, em Angola, foi como Seninho que marcou o futebol português ao longo de sete épocas pelos portistas, entre 1969 e 1972 e depois entre 1974 e 1978, com um período pelo meio em que foi campeão pelo FC Moxico, em Angola, quando cumpria o serviço militar.

Segundo o clube, “o passado recente foi difícil para o antigo avançado luso-angolano, cujo estado de saúde já não era o melhor”.

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O treinador do FC Porto, Sérgio Conceição, lembrou um “desportista de eleição”, na conferência de imprensa de antevisão ao jogo de domingo com o Belenenses SAD, enquanto outro antigo avançado dos ‘dragões’, Fernando Gomes, se referiu ao “primeiro amigo” que fez no clube.

Fez 150 jogos e 33 golos pelo FC Porto, que ajudou a quebrar um jejum de 19 anos sem ser campeão nacional, além de ter conquistado uma Taça de Portugal (1976/77) e de ter jogado nos norte-americanos do New York Cosmos, ao lado de nomes como Pelé, Cruyff ou Beckenbauer.

A nota de pesar do clube ‘azul e branco’ destaca ainda “dois golos decisivos que marcou em Old Trafford, frente ao Manchester United”, decisivos para o apuramento, numa derrota por 5-2, depois de uma goleada caseira por 4-0, na segunda ronda da Taça das Taças de 1977/78.

Na campanha vitoriosa de 1977/78, apontou cinco golos no campeonato, além de um outro na finalíssima da Taça perdida para o Sporting (2-1), tendo apontado um tento na campanha da Taça de 1976/77, numa goleada ao Aliados Lordelo (9-0).

A época mais goleadora foi a de 1975/76, com 14 golos em 33 jogos, 10 no campeonato, incluindo um ‘hat-trick’ na visita ao Atlético (4-0), três na Taça UEFA e um na Taça de Portugal.

Nos Estados Unidos, a ‘aventura’ rendeu 13 golos em 74 jogos pelo Cosmos, sendo três vezes campeão, uma espécie de equipa de ‘estrelas’ por aqueles anos, de Neeskens a Carlos Alberto, Risjbergen ou Giorgio Chinaglia, antes de acabar a carreira no Chicago Sting (47 jogos, 14 golos), entre 1983 e 1984, com um último título nacional.

Pela seleção portuguesa, cumpriu quatro jogos, entre 1976 e 78, incluindo, dois na campanha de apuramento, falhada, para o Mundial de 1978, no empate com a Polónia (1-1) e numa goleada ao Chipre (4-0), jogo em que inaugurou o marcador, servido por Toni, no Estádio São Luís, em Faro, em 16 de novembro de 1977.

O corpo vai estar na Igreja das Antas no domingo, a partir das 16:00, seguindo-se a missa de segunda-feira, pelas 10:30, informa o clube portuense, que apresenta “as mais sentidas condolências” à família.

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