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Marcelo condecora Regimento de Comandos e elogia a sua defesa da liberdade

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa (D), durante a cerimónia de condecoração do regimento de comandos com a ordem da liberdade, em Lisboa, 29 de junho de 2020. RODRIGO ANTUNES/LUSA

O Presidente da República condecorou hoje o Regimento de Comandos com a Ordem da Liberdade, elogiando a sua defesa deste valor em missões internacionais e em Portugal, dispondo-se “a todos os sacrifícios, incluindo o da própria vida”.

No Dia dos Comandos, Marcelo Rebelo de Sousa atribuiu o título de membro honorário da Ordem da Liberdade a esta força especial do Exército numa cerimónia restrita no Palácio de Belém, em Lisboa, em que estiveram presentes, entre outros, o antigo Presidente da República António Ramalho Eanes e o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho.

Citando o seu lema, “a sorte protege os audazes”, o chefe de Estado e Comandante Supremo das Forças Armadas considerou que “assim tem sido a história dos comandos”, acrescentando: “Audazes, sempre – em África, nas três frentes, em momentos decisivos da transição democrática, em missões internacionais do Afeganistão à República Centro-Africana”.

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O Presidente da República elogiou-os pela coragem, determinação e solidariedade e afirmou que são “respeitados e admirados, sempre, como confirmam as ordens da Torre e Espada, de Cristo e de Avis”, e “merecedores do reconhecimento da presença na democracia portuguesa”.

Em seguida, Marcelo Rebelo de Sousa justificou a atribuição da Ordem da Liberdade ao Regimento de Comandos: “Porque foi pela liberdade que estiveram a construir a paz e a salvaguardar o serviço à humanidade por esse mundo fora. Porque é pela liberdade que se mantêm símbolo da dignidade da pessoa, valor supremo da nossa Constituição”.

“Porque é também pela liberdade que estão dispostos a todos os sacrifícios, incluindo o da própria vida, para que a nossa pátria seja independente e livre, como livres devem ser os portugueses”, completou o chefe de Estado, que terminou o seu discurso com o grito de guerra dos comandos: “Mama sumae”.

Durante a sua intervenção, Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se em especial a um dos presentes nesta cerimónia realizada na varanda do Palácio de Belém, o soldado Aliu Camará, que ficou ferido em missão na República Centro-Africana e sofreu a amputação das pernas.

Assistiram também a esta cerimónia o chefe do Estado-Maior do Exército, José Nunes da Fonseca, o presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, o comandante do Regimento de Comandos, coronel Eduardo Vieira Pombo, o general João de Almeida Bruno e o coronel Raul Folques, condecorados com a ordem da Torre e Espada, e o sargento-mor Manuel António Rodrigues.

A Ordem da Liberdade destina-se a distinguir serviços relevantes prestados em defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa humana e à causa da liberdade.

De acordo com a página oficial das ordens honoríficas portuguesas, o Regimento de Comandos foi anteriormente condecorado com a Ordem da Torre e Espada, em 1985, e com a Ordem de Avis, em 1993 – ano em que esta força especial do Exército foi extinta, sendo depois reativada em 2002.

O Centro de Tropas Comandos recebeu a Ordem de Cristo em 2013 e a Associação de Comandos a Ordem do Infante D. Henrique em 2007, ambas atribuídas pelo anterior chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva.

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