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Kathy Sullivan, antiga astronauta, mergulha no local mais profundo do oceano

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Kathryn Dwyer Sullivan, antiga astronauta da NASA.
A antiga astronauta da NASA e primeira norte-americana a fazer uma viagem espacial a 11 de outubro de 1984, chegou ao sítio mais profundo do planeta, a Depressão Challenger, localizada na Fossa das Marianas.

No último domingo, dia 7 de junho, a norte-americana tornou-se a primeira mulher a atingir o ponto mais fundo do oceano.

“36 anos depois do meu passeio espacial, tornei-me na primeira mulher a mergulhar até ao local mais fundo do oceano que se conhece — a Depressão Challenger”, escreveu no Twitter Sullivan, de 68 anos.

Para assinalar o momento, ao regressar ao navio Sullivan entrou em contacto com os astronautas atualmente na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), que está a mais de 400 quilómetros de altitude.

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“Como oceanógrafa e astronauta este foi um dia extraordinário, um dia único na vida, vendo a paisagem lunar do Challenger Deep e depois comparando notas com meus colegas da ISS”, referiu Sullivan, num comunicado.

Mais de 22 dias no espaço

Kathryn Sullivan, cuja formação é em geologia e oceanografia, juntou-se à agência espacial norte-americana NASA em 1978, tendo feito parte do primeiro grupo de astronautas a incluir mulheres. Viria a participar em três missões (outubro de 1984, abril de 1990 e março de 192), passando cerca de 532 horas, ou seja, mais de 22 dias, no espaços astronautas (que distingue aqueles que se destacaram nesta atividade) em 2004.

Sullivan deixou a NASA em 1993 e entrou no Hall of Fame dos astronautas em 2004. Aquando da presidência de Barack Obama foi nomeada subsecretária do Comércio para os Oceanos e a Atmosfera e administradora da agência científica responsável por estes temas, a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica), à qual se juntou depois de deixar a NASA.

O explorador Victor L. Vescovo foi quem financiou a missão de Sullivan e mergulhou com ela. Em abril de 2019, Vescovo afirmou ter alcançado os 10 928 metros de profundidade.

Sullivan faz parte da missão da Caladan Oceanic, da EYOS Expeditions, que inclui vários mergulhos até à Depressão Challenger – um deles levará o filho de Don Walsh, Kelly Walsh, 60 anos após o do pai.

A antiga astronauta e o explorador estiveram cerca de uma hora e meia no fundo do oceano – afirmam ter atingido os 10 925 metros -, levando depois cerca de quatro horas a regressar à superfície. No fundo, a temperatura dentro do submarino era de -5 graus centígrados e a pressão 16 mil psi (cujos efeitos são visíveis no copo de poliestireno que mergulhou também).

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