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Covid-19: Voz do Operário comemora Festas de Lisboa com jantares de lotação limitada

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A Sociedade Voz do Operário vai comemorar as Festas de Lisboa com jantares ao ar livre limitados a 95 pessoas, devido à pandemia da covid-19, cumprindo as regras de distanciamento social e com serviço à mesa, segundo a instituição.

Em declarações à agência Lusa, o diretor-geral da sociedade de instrução e beneficência, Vítor Agostinho, adiantou que as “Petiscadas Populares” vão acontecer a partir do dia 08 de junho e até ao final do mês, entre as 20:00 e 23:00. Após o primeiro nome da iniciativa – “Arraial d’A Voz do Operário” – ter gerado confusão, o representante esclareceu que não se trata de arraiais.

“Nós alterámos, porque houve algumas confusões, em princípio bem-intencionadas, da palavra arraial. Não nos apercebemos da gravidade. Algumas pessoas notaram isso e alterámos. Chamámos ‘Petiscadas Populares’ para não confundir com os arraiais”, disse.

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De acordo com o dirigente, o espaço será mais reduzido do que o normal, de modo a seguir as orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS).

“O máximo de capacidade que o espaço tem é de 95 pessoas, embora tenha capacidade para 200, mas, devido às necessidades de distanciamento físico, temos as mesas, que normalmente eram para 12 pessoas, para seis, como se está a fazer nos restaurantes”, realçou.

Vítor Agostinho revelou que este ano não haverá ‘self-service’ e que a comida será entregue à mesa por voluntários, que ajudam na Voz do Operário, no bairro lisboeta da Graça. Os participantes poderão “confraternizar e comer sardinhas e caracóis”.

Preocupado com o contexto pandémico, o diretor-geral disse que o espaço recebeu a visita da Polícia Municipal, que “não levantou problemas” sobre a realização dos jantares, ressalvando que são feitos ao ar livre e que as pessoas têm de fazer reservas.

“São essas que entram. As reservas são para isso mesmo, para quando chegarmos àquele número das 90 já não entrar mais ninguém”, afirmou.

Segundo Vítor Agostinho, cada pessoa “tem de ser responsável pelos seus atos”, em complemento ao cumprimento das normas pela instituição.

“Dentro das instalações é medida a febre, as solas dos sapatos são desinfetadas, temos o gel para as mãos e as pessoas entram de máscara”, apontou, reconhecendo que a Voz do Operário tem “todas as condições acauteladas, tal como acontece nos restaurantes”.

As “Petiscadas Populares” servem para arrecadar “alguns euros para colmatar todas as dificuldades” que a coletividade está a “ter do ponto de vista de funcionamento”, por causa da covid-19.

A cidade de Lisboa volta a ter cultura na rua em junho, com iniciativas programadas com a devida distância de segurança, segundo a Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC).

Entre as principais iniciativas programadas estão o Festival à Janela, com um espetáculo audiovisual itinerante, o jogo “Apanha esta sardinha” e a projeção de cinema na rua.

Devido à pandemia da covid-19, as celebrações oficiais das Festas de Lisboa foram canceladas, pelo que não se realizará este ano a tradicional procissão de Santo António, nem os casamentos e o concurso das marchas populares, e os arraiais e desfiles estão proibidos.

Portugal contabiliza pelo menos 1.447 mortos associados à covid-19 em 33.261 casos confirmados de infeção, segundo o mais recente boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS), divulgado na quarta-feira.

Relativamente ao dia anterior, há mais 11 mortos (+0,8%) e mais 366 casos de infeção (+1,1%).

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