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Marcelo pede visitas ao Oceanário e aponta “economia azul” como estratégica

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, durante a visita ao Oceanário de Lisboa, em Lisboa, 21 de maio de 2020. NUNO FOX/LUSA

O Presidente da República convidou hoje os portugueses a visitarem o Oceanário de Lisboa e apontou a “economia azul” como um desafio estratégico para Portugal, na retoma económica e a médio e longo prazo.

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas no final de uma visita ao Oceanário de Lisboa, em que logo no início elogiou o trabalho da Fundação Oceano Azul, ligada à Fundação Francisco Manuel dos Santos, à qual o anterior executivo PSD/CDS-PP atribuiu em 2015 a concessão deste espaço por um período de 30 anos.

“Fizeram aqui um trabalho notável porque isto estava muito degradado, muito antigo, correspondia a uma museologia de há décadas”, comentou o chefe de Estado, enquanto caminhava na plataforma de entrada no Oceanário, em conversa com José Soares dos Santos, presidente da Fundação Oceano Azul.

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À saída, cerca de duas e meia mais tarde, o Presidente da República afirmou que esta sua visita “é um convite a que muitos mais venham ao Oceanário, que é realmente uma realidade espantosa e que soube adequar-se aos desafios destes tempos de pandemia” de covid-19, com normas que incluem a utilização obrigatória de máscara e um distanciamento de dois metros entre visitantes.

“Pudemos fazer a visita ao mesmo tempo que havia visitantes de várias gerações respeitando as regras de segurança e de saúde pública. Fica aqui feito o que é um convite virado para o futuro também. Porque esta fundação e este oceanário vão ser peças chaves na estratégia portuguesa no domínio dos oceanos”, acrescentou.

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que “os oceanos são uma vocação natural” do país e que “a economia azul é um grande desafio para Portugal e para o mundo – mas em particular para Portugal, em termos de liderança nos próximos anos, nas próximas décadas”.

“Não é por acaso que iremos ter em Portugal para o ano a conferência das Nações Unidas sobre os oceanos, marcada para este ano e adiada devido à pandemia. Não é por acaso que temos centros de excelência trabalhando no domínio da biodiversidade, da riqueza dos oceanos”, considerou.

A chamada “economia azul”, segundo o chefe de Estado, “é importante para a retoma da economia, mas é muitíssimo mais importante a pensar estrategicamente no futuro a médio longo prazo”.

“Nós temos de fazer um esforço para aproveitar o tempo que vai até à conferência do ano que vem, mas muito para além dela, para que Portugal assuma um papel liderante que vocacionalmente pode e deve assumir. Nós temos o mar que temos. Não há na Europa muitos como nós a terem este mar. Não há mundo muitos como nós a terem este mar, e a terem a possibilidade de diálogo em torno dos oceanos como nós temos”, argumentou.

Marcelo Rebelo de Sousa, que no interior do aquário teve uma visita guiada por João Falcato, presidente do conselho de administração do Oceanário de Lisboa, assinalou que se celebram este ano “22 anos de vida” deste espaço inaugurado durante a Expo98.

“Nós recordamos esse tempo, em 1998, sendo Presidente da República Jorge Sampaio e primeiro-ministro o atual secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, era eu líder da oposição. Foi um passo muito importante que foi dado, no quadro da Expo98, o avanço deste Oceanário. Era um salto qualitativo a todos os níveis na sociedade portuguesa”, referiu.

Depois, o Presidente da República destacou a criação da Fundação Oceano Azul, em 2015.

“E é impossível não recordar uma personalidade que inspirou esse passo: Alexandre Soares dos Santos. Foi a sua visão também aqui que permitiu que houvesse uma colaboração entre o público e o privado, entre o público e a sociedade civil, de prestígio nacional e internacional, no domínio científico, educativo, pedagógico, social, e que hoje é uma grande realidade”, disse.

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