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Embaixador em França apela a emigrantes que não viajem para Portugal

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O embaixador de Portugal em Paris recomendou hoje aos emigrantes que não saiam de França, referindo que emigrantes continuam a contactar consulados para questionar sobre viagens para Portugal durante quarentena.

“No relato diário que os chefes dos postos consulares em França me fazem, continuam a registar-se pedidos de informação sobre viajar para Portugal que, francamente, não me parecem justificar o risco em que se pode colocar a eficácia destas medidas de confinamento que todos devemos observar, pondo igualmente em perigo familiares e amigos”, escreveu esta tarde o embaixador, num apelo à comunidade enviado às redações.

Na sua mensagem, Jorge Torres Pereira lembrou ainda as recomendações da secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, para que os emigrantes adiem as viagens a Portugal e que estas, a ocorrer, devem fazer-se em “casos muito específicos e graves”.

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Para reforçar a mensagem enviada à comunidade portuguesa em França, o embaixador lembrou que antes de ser diplomata, foi médico e assistente de Microbiologia na Faculdade de Medicina de Lisboa e que “não é agora o tempo para ‘facilitar’ e para baixar a guarda na luta contra a disseminação do coronavírus”.

Desde o início do período de quarentena, os consulados portugueses em França estão fechados e todas as marcações para as mais diversas formalidades como pedidos de cartão do cidadão ou passaporte foram anuladas, com a remarcação a acontecer no fim do confinamento.

No entanto, para os casos urgentes, o gabinete da secretária de Estado das Comunidades indicou no Portal das Comunidades os contacto do Gabinete de Emergência Consular.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 386 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 17.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 6.077 mortos em 63.927 casos. Segundo as autoridades italianas, 7.024 dos infetados já estão curados.

Os países mais afetados a seguir à Itália e à China são a Espanha, com 2.696 mortos em 39.673 infeções, o Irão, com 1.934 mortes num total de 24.811 casos, a França, com 860 mortes (19.856 casos), e os Estados Unidos, com 499 mortes (41.511 casos).

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

Em Portugal, há 33 mortes, mais dez do que na véspera, e 2.362 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que regista mais 302 casos do que na segunda-feira.

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