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Covid-19: Depois da Netflix, YouTube baixa qualidade para evitar falhas na UE

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“Por termos observado alguns picos de utilização, adotámos algumas medidas para ajustar, automaticamente, o nosso sistema para reduzir o uso da capacidade da rede”, o que significa que “vamos assumir, temporariamente, a definição padrão [na qualidade de transmissão] para o tráfego na UE”, indica fonte oficial da Google, empresa que detém o YouTube, em nota hoje divulgada.

O comunicado foi divulgado à imprensa em Bruxelas pelo gabinete do comissário europeu para o Mercado Interno, Thierry Breton, e surge após uma reunião deste responsável com os presidentes executivos da Google, Sundar Pichai, e do YouTube, Susan Wojcick.

De acordo com a fonte oficial da Google, citada pela nota, regista-se por estes dias um maior acesso àquela plataforma para conexões entre internautas na UE e para aprendizagem à distância, isto “num período de incerteza” dado a crise relacionada com o novo coronavírus.

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“Continuaremos a trabalhar com os governos dos Estados-membros e os operadores da rede para minimizar o congestionamento no sistema, além de oferecer uma boa experiência ao utilizador”, vinca a fonte na nota.

Por seu lado, Thierry Breton observa no comunicado que “milhões de europeus estão a adaptar-se às medidas de distanciamento social graças às plataformas digitais, que os ajudam no teletrabalho, no ensino à distância e nos tempos de lazer”.

“Saúdo bastante a iniciativa que a Google adotou para preservar o bom funcionamento da internet durante a crise Covid-19”, acrescenta o comissário europeu.

Na quinta-feira, também a plataforma digital de séries e filmes Netflix se comprometeu a reduzir, num mês, a qualidade da transmissão, para evitar o congestionamento do serviço numa altura de maior procura devido ao isolamento na Europa devido ao Covid-19.

“Dados os desafios extraordinários criados pelo novo coronavírus, a Netflix decidiu começar a reduzir as taxas de ‘bits’ [o fluxo de transferência] em todos os nossos serviços de ‘streaming’ na Europa por 30 dias”, indicava uma nota de imprensa divulgada pela Comissão Europeia.

A medida, adotada um dia depois de o comissário europeu do Mercado Interno, Thierry Breton, ter conversado com o presidente executivo da plataforma, Reed Hastings, implica que “a Netflix reduza o seu tráfego na Europa em cerca de 25%, garantindo ao mesmo tempo um serviço de boa qualidade para os seus clientes”.

“Congratulo-me com a ação rápida da Netflix”, referiu Thierry Breton no mesmo comunicado, destacando o “forte sentido de responsabilidade e de solidariedade” de Reed Hastings.

Antes, na quarta-feira, a Comissão Europeia tinha pedido à Netflix e outras plataformas de ‘streaming’ para adaptarem os serviços ao aumento da procura em altura de isolamento social pelo surto de Covid-19, pedindo ainda às operadoras para evitar congestionamento da internet.

Devido à pandemia, foram vários os Estados-membros da UE que adotaram medidas para promover o isolamento social, tentando assim conter o surto.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 235 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 9.800 morreram.

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