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Maior prova de orientação do país espera 2.500 atletas no litoral alentejano

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Perto de 2.500 atletas, oriundos de 35 países, são esperados, a partir de quinta-feira, no litoral alentejano, para a 25.ª edição do maior evento de orientação que se realiza anualmente em Portugal.

O Portugal O’Meeting, que decorre até ao dia 25 deste mês nos concelhos de Santiago do Cacém e Sines, no distrito de Setúbal, é organizado pelo Clube de Orientação e Aventura do Litoral Alentejano (COALA) em parceria com a Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA) e Federação Portuguesa de Orientação.

“É o maior evento de orientação que se realiza anualmente em Portugal com quatro etapas competitivas, que são pontuáveis para a Taça de Portugal de Orientação Pedestre e para o ‘ranking’ da Federação Internacional de Orientação (FIO)”, explicou hoje à agência Lusa o diretor da prova, Augusto Almeida.

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A “prova rainha” da orientação, que espera receber participantes de 35 países, já contava até hoje com um total de “2.386 inscritos nas classes competitivas.

“Acreditamos que temos grandes hipóteses de chegar aos 2.500 participantes de 35 países, sendo de esperar atletas dos países nórdicos que são os grandes praticantes da modalidade, encabeçados pelos finlandeses que são mais de 300, suecos que são mais de 200 e depois, dinamarqueses, franceses, suíços e ingleses”, adiantou.

A primeira das quatro etapas pontuáveis acontece no próximo sábado, em Santiago do Cacém, com uma distância média urbana, entre as 10:00 e as 16:00, seguindo-se no domingo, a prova de distância longa, entre Santa Cruz e Santo André (Santiago do Cacém), e duas provas de distância média, na segunda-feira (24) e terça-feira (25), no Paiol, no concelho de Sines.

No evento, que conta com o apoio dos municípios de Santiago do Cacém e Sines, “alguns dos melhores atletas do mundo” são desafiados a percorrer zonas urbanas, jardins, parques e “o tapete verde” do montado alentejano, “num contrarrelógio individual com recurso a um mapa”, sendo esta uma forma de dar a conhecer este território.

“Nos países nórdicos, nesta altura, os territórios estão cobertos de neve e aqui temos um clima mais ameno, com muito mais probabilidade de ter sol, os atletas podem desfrutar dos nossos terrenos sem grande agressividade e, ao mesmo tempo, promovemos a região e damos a conhecer a sua beleza dando um retorno à hotelaria e restauração em época baixa”, disse.

De acordo com o diretor da prova, “muitos dos melhores atletas da modalidade vão cá estar a competir, sendo esta uma oportunidade para treinar uma vez que estão a iniciar a época”.

Além de duas etapas “extra competição”, de sprint noturno e urbano, no sábado, a partir das 19:00, em Vila Nova de Santo André, e na segunda-feira, às 16:00, em Sines, a prova vai contar ainda com um evento de orientação de precisão, inserido na vertente “inclusiva da modalidade”, no domingo, com a participação de 128 atletas com mobilidade reduzida.

“Nas provas pontuáveis, os atletas podem contar com um terreno muito confortável e alguns desníveis mais acentuados. As duas provas de sprint, em meios urbanos, sendo uma de noite e outra de dia são diferentes mas penso que nas duas vão ter grandes desafios e as decisões têm de ser quase instantâneas. Qualquer hesitação pode influenciar o resultado”, explicou.

Além de Portugal, com 600 participantes, as delegações internacionais com o maior número de atletas são a Finlândia (306), Suécia (236), França (206), Suíça (156), Noruega (155), Espanha (155) e Reino Unido (144).

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