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Funeral do estudante cabo-verdiano que morreu em Portugal realiza-se sábado no Fogo

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O corpo do estudante cabo-verdiano Luís Giovani, que morreu em 31 de dezembro após alegadas agressões violentas em Bragança, Portugal, é esperado hoje na ilha do Fogo, de onde era natural, estando o funeral agendado para sábado.

A informação consta de uma nota divulgada hoje pela Câmara Municipal de Mosteiros, onde nasceu, e que refere que o estudante e artista daquela ilha, que estava em Bragança desde outubro, morreu “após ser espancado por um grupo de cerca de 15 indivíduos”.

A Polícia Judiciária portuguesa está a investigar a morte do estudante cabo-verdiano do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), cujos contornos ainda não são claros.

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O corpo do jovem, que morreu com 21 anos, deverá chegar à cidade de São Filipe, capital da ilha do Fogo, ao final da tarde de hoje.

“O presidente do IPB deverá acompanhá-lo nesta viagem entre Portugal e Cabo Verde para participar nas exéquias do estudante daquela instituição de Bragança”, refere a nota da câmara de Mosteiros.

O funeral está marcado para sábado, pelas 10:00 locais (mais uma hora em Lisboa).

No passado sábado, uma marcha apresentada como pacífica juntou mais de um milhar de pessoas a exigir, pelas ruas da Praia, justiça para o caso de Luís Giovani. A manifestação acabou por ficar descontrolada junto à embaixada portuguesa, com os participantes a derrubarem várias barreiras policiais do perímetro de segurança até chegarem junto dos portões do edifício, com críticas a Portugal e às autoridades, além de queixas de racismo.

Seguiram-se outros momentos de tensão que levaram à mobilização do Corpo de Intervenção da Polícia Nacional, depois de os manifestantes irromperem pelo espaço exterior da Assembleia Nacional, chegarem à residência oficial do Presidente da República e seguindo depois para a residência oficial da embaixadora de Portugal em Cabo Verde, onde foram travados por um cordão policial.

No protesto de sábado, que se repetiu também na localidade de Mosteiros, foram feitas críticas às autoridades portuguesas pela falta de explicação sobre o que aconteceu com o estudante, alegadamente agredido em 21 de dezembro e que morreu 10 dias depois num hospital do Porto.

O Governo português lamentou a “bárbara agressão” que resultou na morte do estudante, deixando garantias de que os responsáveis serão identificados e levados à justiça, enquanto o Governo cabo-verdiano exigiu uma investigação célere.

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