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Crise da eletricidade na África do Sul agrava-se com chuvas a dificultar atividade das centrais

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A crise da eletricidade agravou-se ainda mais hoje na África do Sul, depois de a empresa nacional ter decidido intensificar o racionamento de energia imposto aos seus utilizadores durante vários dias por causa do mau tempo.

Estas “descargas” são dos problemas mais graves dos últimos dez anos naquele país, que é a primeira potência industrial do continente africano.

Desde quinta-feira, o grupo público Eskom, que fornece 95% da eletricidade do país, foi obrigado a suspender o fornecimento de eletricidade a parte dos seus clientes de forma rotativa devido, segundo a empresa, às chuvas que molharam os ‘stocks’ de carvão que abastece as centrais elétricas.

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Hoje, um problema técnico numa central elétrica obrigou-a a reduzir o abastecimento em 6.000 megawatts, de uma capacidade total de produção de 44.000 megawatts.

“As chuvas incessantes começaram a inundar as centrais elétricas, o que reduziu ainda mais a nossa capacidade de produção”, justificou o grupo público, mostrando um certo constrangimento.

Na sequência destes cortes, a empresa de diamantes Petra Diamonds anunciou hoje a suspensão das suas atividades na África do Sul devido à falta de eletricidade.

A maior parte da eletricidade produzida pela Eskom provém de centrais elétricas a carvão mal concebidas, antigas e mal conservadas, uma situação que provoca regularmente interrupções.

O grupo também está estrangulado com uma dívida abissal de 26 mil ME e anunciou em julho um prejuízo líquido recorde de 20,7 bilhões de rands (1,3 mil ME) do ano que terminou em março passado.

Várias empresas estatais sul-africanas enfrentam sérias dificuldades, resultado de anos de má gestão e alegada corrupção, sob a presidência de Jacob Zuma (2009-2018).

Na semana passada, a South African Airways (SAA), onde o Estado tem vindo a injetar sucessivamente dinheiro público, foi colocada em recuperação, para evitar a falência.

“Não vamos dececionar essas empresas estratégicas”, prometeu hoje novamente o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, “vamos tomar todas as medidas necessárias, incluindo as mais drásticas, para colocá-las de novo no caminho certo”.

As falhas de energia elétrica estão a ter consequências pesadas sobre a economia do país, sob ameaça de uma nova queda na classificação financeira.

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