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Rio quer liderar grupo parlamentar do PSD até congresso de fevereiro

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O presidente do PSD, Rui Rio, manifestou a intenção de liderar a bancada parlamentar do partido até à realização do próximo Congresso Nacional em fevereiro.

Numa sala cheia de militantes, no Porto, o líder do maior partido da oposição explicou que, no seu entendimento, a liderança do novo Grupo Parlamentar do PSD deve estar “em consonância com o presidente do partido entretanto eleito”, afirmando que nunca fará aos outros o que lhe fizeram.

“Por isso, assumirei eu próprio a liderança da bancada, de molde a que o novo líder parlamentar seja apenas escolhido em definitivo após a realização do próximo Congresso Nacional”, revelou.

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Segundo Rui Rio, esta é uma situação de exceção ditada pela proximidade desse mesmo congresso, após o qual marcará a sua participação na Assembleia da República, “fundamentalmente nos grandes debates nacionais”.

“Se é certo que em situações pontuais de particular relevância, o líder da oposição poderá aproveitar o plenário da Assembleia para marcar de forma mais clara a sua posição, também não é menos certo que não é a ele que compete alimentar o quotidiano parlamentar”, acrescentou.

A solução de acumular a presidência do partido com a liderança da bancada não é inédita no PSD, tendo já acontecido com Francisco Sá Carneiro e Fernando Nogueira.

No fecho do discurso, o presidente do PSD deixou claro que se candidata “por espírito de missão e com total desprendimento”, cabendo agora aos militantes “decidir sobre o futuro” do partido.

“Aceitarei qualquer resultado com a tranquilidade de, em ambas as circunstâncias, ter cumprido o meu dever para com o partido, com o país e com a minha própria consciência”, rematou.

Rui Rio anunciou hoje que se recandidata ao cargo de líder do PSD, duas semanas depois de, na noite eleitoral de 06 de outubro, ter dito que ia avaliar com “calma e ponderação” o seu futuro político.

O presidente do PSD é o terceiro candidato assumido à liderança do partido, depois de, em 09 de outubro, três dias depois das eleições, o antigo líder parlamentar Luís Montenegro ter anunciado a sua candidatura nas próximas diretas, e, na passada sexta-feira, o antigo líder da distrital de Lisboa Miguel Pinto Luz também ter avançado para esta disputa.

Uma vez que o próximo Conselho Nacional do PSD se irá realizar já na próxima legislatura, já não terão assento na reunião de Bragança – nem sequer como observadores – deputados que têm sido críticos de Rio, casos de Hugo Soares, Miguel Morgado, Maria Luís Albuquerque, Carlos Abreu Amorim, Teresa Morais ou Paula Teixeira da Cruz.

O Conselho Nacional do PSD vai reunir-se em 08 de novembro num hotel em Bragança, confirmou hoje à Lusa o secretário-geral do partido, José Silvano.

Nas legislativas de 06 de outubro, o PSD obteve 27,7% dos votos (correspondentes a 79 deputados), contra 36,3% do PS (108 deputados).

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