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Eleições: CDS demarca-se de homem com quem Costa se exaltou e que foi autarca centrista

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O CDS-PP confirmou hoje que o homem que acusou o secretário-geral do PS de estar de férias durante os incêndios de Pedrogão foi autarca centrista, mas o partido rejeita “qualquer ligação, instrução ou articulação”.

“Confirmamos que há anos o senhor foi autarca do CDS numa Junta de Freguesia. Esclarecemos que a sua atuação não teve qualquer ligação, instrução ou articulação com o partido, que a ela é completamente alheio. Não criámos qualquer situação, não tivemos qualquer conhecimento nem fomos coniventes”, divulgou o CDS numa nota.

Os centristas dizem ter averiguado a ligação do homem com o qual o secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa, se exaltou no final da ‘arruada’ no Chiado, depois de terem sabido “pela comunicação social” que “estava ligado ao CDS”.

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“Se algum partido ou líder quer desculpar uma atitude menos refletida, não procure no CDS uma justificação para o que é injustificável. Depois de uma atitude desproporcionada, António Costa decidiu acusar sem provas e de forma absolutamente reprovável um partido político fundador da democracia. Não vale tudo em campanha eleitoral. Nós honramos a herança que recebemos dos fundadores do nosso partido”, declaram os centristas.

Na nota, o CDS “rejeita e repudia veementemente qualquer tipo de insinuação” de que teria montado o incidente”, como disse ter “visto da parte de dirigentes do PS”, assim como rejeita a repudia “qualquer ato de agressão, física ou verbal, em qualquer circunstância e mais ainda em período de campanha eleitoral, como de resto foi referido pela presidente do CDS durante a campanha, ela própria alvo de vários ataques verbais e um também físico”.

O secretário-geral do PS acusou a “direita” de ter hoje “plantado” um homem no final da arruada socialista, no Terreiro do Paço, em Lisboa, para o “caluniar” sobre os incêndios de Pedrógão Grande de junho de 2017.

“É seguramente um senhor que estava ali para provocar, repetindo uma mentira sobre uma situação que constituiu uma tragédia do país”, declarou António Costa aos jornalistas, na estação de Santa Apolónia, em Lisboa, momentos antes de partir para o Porto onde esta noite encerra a campanha socialista.

Momentos antes, António Costa teve um incidente com um homem que o abordou para o criticar “por ter gozado merecidas férias enquanto morriam pessoas” nos incêndios de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria.

“No dia 18 de junho eu estava lá. Mentiroso provocador, o senhor não estava lá no dia 18 [de junho de 2017]”, respondeu António Costa visivelmente exaltado, momentos antes de partir para o Porto, de comboio, onde esta noite encerra a campanha eleitoral do PS.

Mais tarde, perante os jornalistas, já um pouco mais calmo, o líder socialista considerou “repugnante que alguém utilize a campanha eleitoral para o atacar com uma calúnia”.

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