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Papa/Moçambique: Primeiras palavras de solidariedade dirigidas às vítimas dos ciclones

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O Papa Francisco manifestou hoje solidariedade para com as vítimas dos ciclones Idai e Kenneth, que no início do ano se abateram sobre Moçambique, durante a sua primeira intervenção pública, na visita que está a efetuar ao país.

“Quero que as minhas primeiras palavras de proximidade e solidariedade sejam dirigidas a todos aqueles sobre os quais se abateram os ciclones Idai e Kenneth”, referiu, durante um encontro com o Presidente da República, Filipe Nyusi, no palácio da Ponta Vermelha, em Maputo.

“Infelizmente não posso ir pessoalmente até vós, mas quero que saibam que partilho da vossa angústia e sofrimento”, acrescentou.

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“As devastadoras consequências continuam”, referiu.

O líder da igreja católica pediu especial atenção para as zonas onde “ainda não foi possível reconstruir” e faz votos para que “os atores civis e sociais”, centrados no apoio à população, “sejam capazes de promover a necessária reconstrução”.

Na sua intervenção, o Presidente moçambicano referiu que as palavras do Papa após a catástrofe foram importantes para “a mobilização de apoio e conforto moral”.

Filipe Nyusi expressou “profundos agradecimentos” ao Papa Francisco.

O ciclone Idai, que atingiu o centro de Moçambique em março, provocou 604 mortos e afetou cerca de 1,5 milhões de pessoas.

A intempérie provocou cheias intensas que arrastaram aldeias, pontes, estradas e outras infraestruturas, criando lagos gigantescos que levaram semanas a desaparecer.

A cidade da Beira, uma das principais do país, que foi atingida pelo Idai, ficou severamente danificada e serviu de palco a uma gigantesca operação de mobilização de meios internacionais para apoio à população.

A destruição atingiu ainda os países vizinhos do Zimbábue e Maláui.

O ciclone Kenneth, que se abateu sobre o norte do país em abril, matou 45 pessoas e afetou 250.000.

Mais de meio milhão de pessoas ainda vivem em locais destruídos ou danificados, enquanto outros 70.000 permanecem em centros de acomodação de emergência, segundo o mais recente relatório da Organização Internacional das Migrações (OIM), redigido em julho e que alerta para a falta de condições para enfrentar a nova época chuvosa, em novembro, dentro de três meses.

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