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Festival de Folclore Português da Califórnia celebra “retalhos” da cultura lusa

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A comunidade luso-americana de Artesia, condado de Los Angeles, recebe hoje o 37.º Festival de Folclore Português da Califórnia, com oito grupos folclóricos que vão celebrar os “retalhos” da cultura portuguesa, disse à Lusa o responsável Jimmy Enes.

“O tema do festival é Retalhos, porque nos encontramos numa encruzilhada em termos de comunidade, em que temos de pegar nestes retalhos dos nossos antepassados para aprender quem fomos, como eram os trajes e as modas”, explicou Enes, presidente do Grupo Folclórico Retalhos Antigos de Artesia e responsável do 37.º festival.

O evento começa com uma mesa redonda entre os oito grupos participantes, que viajam até Artesia a partir de várias regiões da Califórnia onde há comunidades luso-americanas de dimensão relevante: Chino, Hilmar, Tulare, San José, Turlock e Vale de São Joaquim.

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Jimmy Enes referiu que há dez grupos folclóricos ativos no Estado da Califórnia e dois ou três que estão inativos mas continuam formados.

“Começamos a ver as primeiras e as segundas gerações a terem as suas famílias, e há uma parte dessas gerações que veem o valor disto”, disse o responsável. “Esta é a sua única oportunidade de experimentarem a cultura portuguesa”, acrescentou, o que faz com que valorizem as expressões culturais da música, dança e trajes típicos das regiões de origem.

Calcula-se que mais de 70% dos cerca de 346 mil luso-americanos contabilizados no Estado da Califórnia seja originária dos Açores. “Os emigrantes, obviamente, valorizam muito”, notou Enes.

A organização espera receber entre 700 e mil pessoas no hall português Artesia D.E.S. (Divino Espírito Santo), onde serão servidas comidas e bebidas típicas do país, como bitoque e cerveja portuguesa.

Depois das atuações dos grupos folclóricos, que vão demorar cerca de 20 minutos cada, o festival será encerrado por uma das bandas de rock luso-americanas mais populares na comunidade, Eratoxica.

Jimmy Enes considerou que a preservação deste festival é importante não apenas para quem atua nos grupos folclóricos e para a comunidade emigrante, mas também para os que não são portugueses “e estão interessados em conhecer os sons, visuais e sabores da cultura portuguesa”, ficando a conhecer as tradições lusitanas nestes eventos.

A organização da 37.ª edição do festival, que acontece em Artesia pela quarta vez, fez este ano um grande esforço “para criar um bom ambiente para as pessoas que irão atuar”, disse Enes, enumerando investimentos no palco e na iluminação, com inclusão de um ecrã LED gigante.

“Quisemos criar um ambiente divertido que premeie estas pessoas, que são luso-americanos de primeira e segunda geração, pelo trabalho que estão a fazer para manter unidas as suas comunidades e continuar a promover os Açores, a Madeira e Portugal continental”, frisou.

O festival vai receber as atuações do Grupo Folclórico Tempos de Outrora de San José, Rancho Folclórico Saudades de Ribatejo do Vale de São Joaquim, Grupo Folclórico Bela Aurora da Paróquia de Nossa Senhora da Assunção de Turlock, Grupo Folclórico Mar Alto de Turlock, Grupo Cultural Português Recordando Portugal de Chino, Grupo Folclórico Saudade do Bravo de Tulare, Grupo Folclórico Mar Bravo de Hilmar e Grupo Folclórico Retalhos Antigos de Artesia, que é o anfitrião.

Estava agendada a participação no festival do Diretor Regional das Comunidades do governo dos Açores, Paulo Teves, mas um imprevisto obrigou o governante a cancelar a visita a Artesia e a palestra que tinha marcada para segunda-feira no Instituto Português Além-Fronteiras da Universidade Estadual da Califórnia, Fresno.

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