Início Incêndios Investigação preliminar exclui origem criminosa do fogo em Notre-Dame

Investigação preliminar exclui origem criminosa do fogo em Notre-Dame

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O Ministério Público francês anunciou hoje que “nenhum elemento” da investigação preliminar aponta a tese de uma origem criminosa no incêndio que atingiu parte da catedral de Notre-Dame, em Paris, em abril.

Outras pistas, são, no entanto, consideradas, incluindo uma avaria do sistema elétrico ou o início de incêndio relacionado com um cigarro mal apagado, explicou o Ministério Público em comunicado, antes de confiar a continuação das investigações a três juízes de instrução.

Estes juízes têm poderes de investigação mais amplos e, em particular, o poder de acusar eventuais responsáveis de negligência.

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“Apesar de determinadas falhas (…) terem sido destacadas, as investigações realizadas” na fase preliminar, “não permitem, até ao momento, determinar as causas do incêndio”, explicou o procurador de Paris, Rémy Heitz.

Investigadores da brigada criminal realizaram “uma centena de audiências de testemunhas”, em particular trabalhadores, guardas e responsáveis de empresas que trabalham no local ou na diocese, “e numerosas constatações”.

O incêndio na catedral, em 15 de abril, provocou uma forte emoção e desencadeou um movimento de solidariedade para salvar e restaurar este local emblemático da capital francesa.

O monumento, classificado como património mundial pela Unesco, perdeu o seu pináculo, o telhado e parte da abóbada.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, comprometeu-se em recuperar o monumento num prazo de cinco anos.

Atualmente, apenas 9% dos 850 milhões de euros de promessas de doações foram entregues, em grande medida pelo facto de as grandes empresas e coletividades serem forçadas a subscrever contratos relacionados com o fornecimento das suas contribuições.

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