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Temporada Gulbenkian de Música faz Maria João Pires regressar a Lisboa

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Três recitais de Maria João Pires, 50 anos de trabalho com o maestro Michel Corboz, as opções de Lorenzo Viotti para a orquestra e o aniversário de Beethoven marcam a próxima temporada Gulbenkian de Música, hoje apresentada em Lisboa.

Os primeiros concertos da temporada 2019/2020 estão marcados para 07 e 08 de setembro, no Grande Auditório, com a Orquestra de Jovens Gustav Mahler a abrir o ciclo Grandes Intérpretes, sob a direção do maestro Herbert Blomstedt. Cada concerto, o seu programa: o primeiro tem os “Ruckert Lieder”, de Mahler, o poema sinfónico “Morte e Transfiguração”, de Richard Strauss, e a 3.ª Sinfonia de Beethoven; o segundo, no dia 08, tem as “Canções Bíblicas”, de Dvorak, e a 6.ª Sinfonia de Bruckner.

São, porém, os 150 anos do nascimento do fundador, Calouste Sarkis Gulbenkian, que vão determinar o início da programação regular, em 21 de setembro, com a abertura do ciclo “Oriente-Ocidente”, num diálogo de culturas, a prolongar-se por oito datas, até 18 de novembro.

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Jordi Savall, o Gurdjieff Ensemble, a Orquestra Gulbenkian, os pianistas Tigran Hamasyan, Bertrand Chamayou e Maria João Pires (no seu primeiro de três recitais da temporada, a 23 de setembro) são protagonistas deste ciclo, a par do compositor francês de origem libanesa Benjamin Attahir, que faz a estreia nacional de três das suas obras.

Depois, do final de setembro aos últimos dias de maio de 2020, prossegue a presença de grandes intérpretes, como a soprano Joyce DiDonato e o barítono Christian Gerhaher, os pianistas Mitsuko Uchida, Grigory Sokolov, Nelson Freire, Elisabeth Leonskaja, Leif Ove Andsnes, e Martha Argerich, os violoncelistas Mischa Maisky e António Meneses, e a violinista Isabelle Faust, que regressam ao Grande Auditório, a par de novos valores, como os pianistas Behzod Abduraimov (em residência para três atuações), Seong-Jin Cho, os violinistas Daniel Lozakovich e Vilde Fange, e a soprano Camilla Nylund, que atuam pela primeira vez na temporada Gulbenkian.

Entre os veteranos, após uma ausência de várias temporadas, destaca-se o regresso do pianista Mikhail Pletnev e do violinista Gil Shaham.

Em dezembro, o regente Michel Corboz completa 50 anos de ligação ao Coro Gulbenkian, de que é maestro titular. A celebração cumpre-se com dois programas dedicados a Johann Sebastian Bach: a “Oratória de Natal” e cantatas da época, nos concertos de 13 a 16 de dezembro, e também na Páscoa, com a “Paixão Segundo São João”, do mestre de Leipzig, nos dias 08 e 09 de abril.

Corboz dirigirá ainda a “Pequena Missa Solene”, de Rossini, na Igreja de São Roque, em 11 de outubro, no âmbito da temporada de Música da Misericórdia.

O Coro Gulbenkian regressará a São Roque no último dia do ano, com o seu maestro-adjunto, Jorge Matta, para cantar “Magnificats”, de diferentes épocas e compositores. Em setembro, Matta vai cruzar obras de Claudio Monteverdi e de Iannis Xenakis, no Panteão Nacional.

Quanto a Lorenzo Viotti, na segunda temporada como maestro titular da Orquestra Gulbenkian, assumirá a direção de nove programas, num total de 18 concertos da orquestra.

Na abertura deste ciclo (17 e 18 de outubro), Viotti vai dirigir a 3.ª Sinfonia de Mahler, uma estreia em mais de 50 anos da orquestra. Em novembro, o maestro titular conduzirá a 7.ª Sinfonia de Dvorák e o 1.º Concerto para piano de Tchaikovsky (com Behzod Abduraimov), para voltar em fevereiro, com a 6.ª Sinfonia, “Pastoral”, de Beethoven, e a “Sagração da Primavera”, de Stravinsky.

Em março, irá conduzir um Concerto de Domingo, com os “Quadros de Uma Exposição”, de Mussorgsky (orquestrados por Ravel), dois concertos no Grande Auditório – o primeiro com a 9.ª Sinfonia de Bruckner e, o segundo, com a “Sinfonia Lírica” de Zemlinsky e “A Noite Transfigurada” de Schoenberg (com o barítono Matthias Goerne) – e a ópera “Evgeni Onegin”, de Tchaikovsky, com ação cénica de Kristiina Helin.

Em abril, o maestro titular vai reger o Concerto para violino de Chostakovitch (com Vilde Fang). Em maio, nos dias 28 e 29, encerrará a temporada com o 2.º Concerto para piano de Rachmaninov, de novo com Behzod Abduraimov.

O maestro convidado principal da Orquestra Gulbenkian, Giancarlo Guerrero, apresenta “três programas com três grandes solistas”: António Meneses, em outubro, no Concerto para violoncelo de Marlos Nobre, num alinhamento que também inclui obras de Roberto Sierra, Villa-Lobos e Piazzolla; Daniel Lozakovich, no Concerto para violino de Tchaikovsky, em dezembro; e Nelson Freire, no 4.º Concerto para piano de Beethoven, em maio.

Leonardo García Alarcón, maestro associado da orquestra, dirigirá a ópera “Erismena”, do compositor seiscentista Franceco Cavalli, em maio, numa coprodução da Fundação Gulbenkian, de Les Theátres de la Ville de Luxembourg e Festival de Aix-en-Provence, com o apoio da rede europeia de academias de ópera (ENOA, sigla original inglesa). A interpretação será da Cappella Mediterranea, a encenação, de Jean Bellorini, e o elenco conta com a soprano Judith Fa.

Antes, em fevereiro, Alarcón dirigirá a Orquestra Gulbenkian na oratória “A Criação”, de Joseph Haydn, e, no final de outubro, em véspera de Todos os Santos, o “Mattutino de’Morti”, do napolitano David Perez, que trabalhou na corte do rei José.

A ópera “The Sleeping Thousand”, de Adam Maor, estará no Grande Auditório, em janeiro, sob a direção de Elena Schwarz, maestrina assistente de Gustavo Dudamel, na Orquestra Filarmónica de Los Angeles.

A programação da próxima temporada fica disponível hoje em gulbenkian.pt/musica/.

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