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A Torre Eiffel faz 130 anos e conta a sua história num espetáculo de luz

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Tem 324 metros de altura, pesa 7,3 toneladas e recebe mais de sete milhões de visitantes a cada ano. A Torre Eiffel, que foi duramente criticada ao longo de sua construção, mas que se tornou num dos símbolos de Paris, completa 130 anos.

Para celebrar os 130 da Torre Eiffel, vai ser visível até sexta-feira um espetáculo de luz com a duração de 12 minutos que conta a história do monumento. A primeira projeção, a 15 de maio, assinalou o dia exato em que aconteceu a inauguração, em 1889.

A “Dama de Ferro” nem sempre foi popular. A construção foi realizada no meio de uma enorme polémica, na qual as pessoas que eram contrárias ao projeto apresentaram denúncias e fizeram circular vários abaixo-assinados, conforme recorda o encarregado do departamento de cultura da câmara de Paris, Christophe Girard.

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Foi durante a Exposição Universal de 1889, por conta do centenário da Revolução Francesa, que foi lançado um grande concurso que o engenheiro Gustave Eiffel ganhou, para o grande desgosto de muitos artistas da época, entre eles o escritor Guy de Maupassant.

Construída em dois anos, dois meses e cinco dias, o monumento de mais de 18 mil peças de ferro foi, no século XIX, o símbolo do “desempenho técnico e arquitetónico”, refere Bertrand Lemoine, arquiteto e historiador.

Visita obrigatória em Paris

Desde então, a sua reputação continuou a crescer. “A Torre Eiffel é uma visita obrigatória” quando se passa pela capital francesa, diz Laurie, uma turista canadiana.

Como ela, Regina Rossmann, uma alemã de 46 anos, não duvidou um segundo para regressar, agora com os filhos, apesar de destacar que “em comparação com o preço de há 20 anos, o bilhete de entrada subiu muito”. Os valores dos ingressos variam entre 9.70 euros, para jovens de 12 a 24 anos, e 19,40 euros, para adultos a partir de 25 anos, para subir até ao topo da Torre Eiffel.

“Desde o incidente em Notre Dame que percebemos que os monumentos são frágeis e que podem ocorrer acidentes”, acrescenta Greta Rama, uma albanesa de 23 anos.

O incêndio da catedral parisiense “despertou a consciência das pessoas sobre a importância do nosso património” e sobre o facto de que “pode desaparecer ou ser afetado”, destaca Girard.

A ‘saturação’ de visitantes

“A Torre Eiffel é, apesar dos anos, cada vez mais popular”, estima Agnès Sorlier, de 59 anos, que trabalha num prédio que fica em frente à “Dama de Ferro”, mas que admite, um pouco envergonhada, que “já não olha para ela”.

Lamenta também que “as obras, as grades, o muro de vidro levantado ao redor do monumento para protegê-lo de ataques” criem “uma situação infernal” e deem a impressão de “uma Torre Eiffel entrincheirada”.

A torre “é vítima da época, uma época de segurança”, admite Christophe Girard, “mas é mais forte que tudo isso”.

Além disso, este monumento é vítima de uma “saturação” de visitantes. Está prevista uma nova pintura, a “18.ª desde a sua criação”, apesar de o especialista Bertrand Lemoine alertar que acumular tinta pode ser “problemático”.

Através dos anos, também se tornou um espaço de manifestações políticas ou humanistas, como ocorreu nas numerosas vezes que apagaram a iluminação do monumento em homenagem às vítimas do terrorismo ou de catástrofes.

“Em 1900, após o fim da primeira onda de sucesso, havia o risco de destruição da Torre Eiffel porque era considerada supérflua e antiquada”, recorda Bertrand Lemoine.

“Mas Eiffel demostrou a sua utilidade: a Torre Eiffel servia de antena de rádio, o que permitia garantir a comunicação entre Paris e a fronteira franco-alemã”, acrescenta o especialista, e “houve um interesse estratégico e militar em mantê-la”.

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