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Senadora democrata Elizabeth Warren desafia polémica sobre origens e candidata-se à Casa Branca

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A senadora democrata Elizabeth Warren oficializou hoje a sua candidatura às presidenciais norte-americanas de 2020, desafiando, com uma mensagem à esquerda, a controvérsia sobre as suas longínquas origens ameríndias.

“O estrangulamento da classe média é real e milhões de famílias dificilmente conseguem respirar”, disse a senadora em Lawrence, antigo centro da indústria têxtil do nordeste dos EUA.

A antiga professora de direito em Harvard, que também denunciou as ilegalidades ao atacar Wall Street e as grandes fortunas, confirmou a sua entrada numa corrida que se anuncia difícil no campo democrata, onde já se perfilam uma dezena de candidatos um ano antes das primeiras primárias.

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E diversos nomes sonantes são ainda aguardados: Joe Biden, o antigo vice-presidente de Barack Obama, Bernie Sanders, o ex-candidato derrotado por Hillary Clinton, e Michael Bloomberg, ex-presidente da câmara de Nova Iorque.

Outra senadora democrata, Amy Klobuchar, prometeu um “grande anúncio” para domingo e também se deve lançar na contenda.

Ao divulgar em outubro, antes da sua campanha, os resultados de um teste ADN, Elizabeth Warren pretendeu terminar com as alegações do Presidente republicano Donald Trump, que há muito a designa por “Pocahontas”, questionado assim a sua origem.

No entanto, e mesmo que confirme uma longínqua linhagem, este teste indignou as tribos ameríndias, para quem o parentesco é antes de tudo cultural, mais que puramente genético.

Esta semana, o diário Washington Post publicou um documento oficial da década de 1980 onde Warren se define como “ameríndia”, e que fez relançar as acusações de ter utilizado as suas origens para fazer avançar a sua carreira. A visada desmentiu categoricamente.

“Impostura”, denunciou a equipa de Donald Trump, que pretende garantir um segundo mandato.

“Os americanos rejeitarão a sua campanha desonesta e as suas ideias socialistas”, disse em comunicado hoje divulgado Brad Parscale, responsável pela campanha Trump 2020.

“Há muita gente poderosa e com fortuna (…) que tentará impedir-nos de avançar”, ripostou Elizabeth Warren no seu encontro com apoiantes em Lawrence.

A Senadora de 69 anos também não poupou o Presidente milionário, sem o nomear, ao denunciar “a intolerância que não tem lugar no Gabinete oval”, o gabinete presidencial na Casa Branca.

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