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Bolsonaro diz que investigará negócios fechados pelo banco de desenvolvimento do Brasil

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O Presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, disse hoje que irá investigar os negócios do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) que, considerou, terá sido usado para financiar ilegalemente obras na América Latina e África.

“Firmo o compromisso de iniciar o meu mandato determinado a abrir a caixa preta do BNDES e revelar ao povo brasileiro o que feito com seu dinheiro nos últimos anos. Acredito que este é um anseio de todos”, escreveu na rede social Twitter.

Durante o Governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, detido por corrupção, e a sua sucessora Dilma Rousseff, destituída em 2016 por irregularidades fiscais, o BNDES financiou dezenas de operações de empresas brasileiras na América Latina e em África.

Na sua campanha, Bolsonaro frisou a necessidade de investigar empresas brasileiras que realizaram obras no exterior com dinheiro do BNDES, com ênfase especial nas que construíram em Cuba e Venezuela, cujos governos ele reconhece como sendo ditaduras comunistas de esquerda.

Em muitos destes casos há investigações em curso sobre supostas irregularidades descobertas pela operação Lava Jato, que desvendou uma rede de corrupção na companhia petrolífera estatal Petrobras e em outros órgãos públicos brasileiros.

Em Moçambique, o BNDES financiou a exportação de bens e serviços de engenharia de empresas brasileiras que foram usados na construção do aeroporto Internacional de Nacala, no norte do país, no valor de 125 milhões de dólares (cerca de 109,3 milhões de euros na cotação de hoje).

No caso da Venezuela, o BNDES financiou a expansão do Metro de Caracas e das obras de irrigação no estado de Zulia, no valor de cerca de 200 milhões de dólares (174,9 milhões de euros) e mantém uma dívida elevada não especificada pelas autoridades.

Em maio deste ano, o Congresso brasileiro teve que aprovar um crédito suplementar de 1,1 mil milhões de reais (260 milhões de euros) para pagar dívidas da Venezuela e de Moçambique porque os empréstimos com BNDES e o Banco Credit Suisse não estavam a ser liquidados.

Em relação a Cuba, as operações de crédito foram em grande parte para a construção do porto de Mariel e a dívida chegou a cerca de 600 milhões de dólares (524 milhões de euros) até meados de 2018.

No entanto, naquela época os atrasos nos pagamentos somaram apenas 17,5 milhões de dólares (15,3 milhões de euros) e, segundo o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, as autoridades de Havana estavam “abertas” para encontrar alternativas e atualizar as suas obrigações.

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