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Novo recinto do Marés Vivas em Gaia agrada pelo “espaço, paisagem e acessibilidades”

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A 12.ª edição do Festival Marés Vivas, em Vila Nova de Gaia, arrancou na sexta-feira num novo recinto, cinco vezes maior do que o anterior, surpreendendo positivamente os visitantes “pelo espaço, pela paisagem e pelas acessibilidades”

A 500 metros do anterior recinto, a nova localização do evento, na Antiga Seca do Bacalhau, agradou à maioria dos festivaleiros que lotaram o recinto, sobretudo pela “vista de rio e mar”.

“É espetacular. A vista é melhor do que o outro recinto porque se vê o rio e o mar, tornando o espaço mais agradável”, disse à Lusa Filipa Veloso, de Canidelo, Vila Nova de Gaia, que vem pela segunda vez ao Marés Vivas.

Apesar dos elogios, Filipa Veloso apontou apenas como único “senão”: o vento que, neste novo espaço, se faz sentir com mais intensidade.

O vento também foi apontado por Arminda Adelaide, que veio do Porto, como um dos problemas.

“É mais ventoso, mas mais bonito do que o anterior, no entanto, para quem não conhece, é mais difícil de chegar”, referiu, acrescentando que a “ajuda do GPS” foi fundamental.

Repetente no festival, Maria dos Santos contou que a dificuldade em chegar foi “a mesma”, dada a proximidade com o antigo.

Elogiando a facilidade em circular no espaço, Maria dos Santos afirmou gostar mais deste por ser “mais amplo”.

Opinião diferente mostrou António Manuel que admitiu gostar mais da antiga localização, considerando a atual mais confusa.

“A outra vista era melhor, apesar deste recinto ser mais espaçoso”, afirmou.

Além de ser cinco vezes maior do que o anterior, o novo recinto do Marés Vivas tem o dobro da capacidade, tem mais palcos e espaços verdes.

A banda ‘funk’ e ‘acid jazz’ Jamiroquai, formada em 1992, foi a maior atração da noite para os festivaleiros e não desiludiu.

De regresso a Portugal, depois de terem atuado no Festival Sudoeste em agosto do ano passado, os Jamiroquai puseram o público a cantar e a bater palmas ao som dos temas do seu novo álbum “Automaton”.

Na primeira fila do palco principal eram muitas as pessoas que homenageavam o cantor Jay Kay, que lidera a banda, utilizando a sua imagem de marca, o capacete de penas.

“Obrigada, Porto”, despediu-se o artista, única palavra que aprendeu em português.

Já os norte-americanos Goo Goo Dolls, pela primeira vez em Portugal, tinham um léxico maior, elogiando, em português, as mulheres bonitas e perguntando, por diversas vezes, se o público percebia inglês e o seu mau português.

“Esta música é para vocês”, referiu John Rzeznik durante a atuação, que antecedeu os cabeça-de-cartaz.

Para terminar o concerto, os Goo Goo Dolls impuseram silêncio ao público com o seu maior êxito, a canção “Íris”.

A noite terminou com o cantor português de reggae Richie Campbell que apresentou a sua nova `mixtape´ “Lisboa”, lançada a 02 de fevereiro.

O segundo dia do Marés Vivas conta em palco com David Guetta, Kodaline, The Black Mamba e Carolina Deslandes.

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