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Montalegre espera “avalanche” de visitantes para a última sexta-feira 13 do ano

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Montalegre celebra a última sexta-feira 13 do ano e prepara-se para receber uma “avalanche” de visitantes nesta “noite das bruxas” que dá movimento a toda a economia local, disse hoje o presidente da autarquia.

O calendário ditou uma sexta-feira 13 em julho, tempo de calor, de férias e de regresso de emigrantes, pelo que Montalegre espera milhares de visitantes para esta que é uma das maiores festas de rua do país.

O presidente da autarquia, Orlando Alves, prevê “uma avalanche de gente” na próxima sexta-feira.

E aqui, segundo o autarca, os protagonistas são precisamente os visitantes que se transformam em bruxas, demónios, figuras do além ou duendes.

“O grande espetáculo é o que é dado pela forma como cada um dos visitantes se entrega à celebração da vida e à diversão durante toda a noite. É uma prova de adesão espontânea”, afirmou o autarca à agência Lusa.

Depois, “ao dobrar de cada esquina”, haverá um palco “onde acontece música”.

A dimensão da festa obriga a que, em cada edição, sejam melhoradas a organização e as condições de segurança, pelo que deixou de ser possível a atuação de grupos ambulantes pelas artérias da vila, o que o responsável reconhece que “tirou alguma singularidade” ao evento.

A festa em Montalegre arranca às 13:13 e o ponto alto continua a ser protagonizado pelo padre António Fontes, a quem cabe fazer a tradicional queimada, uma bebida feita à base de aguardente, limão, maçã, canela e açúcar e que “esconjura todos os males”.

O espetáculo no castelo é também feito de “muita luz, cor e ritmo” e termina com um “fogo-de-artifício”. Depois, será a vez da banda Blind Zero atuar.

Orlando Alves referiu que a organização do evento custa à volta de 160 mil euros, mas que o retorno para Montalegre “é muito maior”.

“Este evento tem um significado enorme em termos económicos. Tudo isto mexe com a economia local, desde a hotelaria, restauração ou comércio”, salientou o presidente.

No concelho está tudo “supercheio”, há já restaurantes com marcações por turnos para jantar e as unidades hoteleiras estão esgotadas.

Orlando Alves referiu que a organização está a trabalhar num “conceito novo”, que é transformar uma das artérias da vila “numa rua da restauração”.

Para facilitar o acesso a Montalegre, a estrada que liga a Chaves já está transitável, depois de meses em obras de beneficiação, no entanto, ainda não possui marcações no pavimento pelo que o autarca aconselha “cautela”.

A “noite das bruxas” é festejada desde 2002, em todas as sextas-feiras 13, e tornou-se numa das bandeiras de Montalegre e “num peso pesado” na promoção deste município do distrito de Vila Real.

Em 2018, assinalam-se duas sextas 13, uma em abril e outra, agora, em julho.

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