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Utilização de betão de cânhamo no restauro do ‘Château d’Ansembourg’

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O Castelo de Ansembourg, a cerca de quinze quilómetros do Luxemburgo, é objecto de pesados trabalhos de restauro e isolamento que são invulgares: a escolha do betão de cânhamo – um novo material para a reparação de um edifício histórico – forçou os vários artesãos a formarem-se para essa técnica em particular.

O proprietário particular deste local histórico, que o possui desde 1986, desejou restaurá-lo, em cooperação com o Serviço Nacional de Monumentos e Locais do Luxemburgo. Três fases do trabalho foram então interrompidas: primeiro, uma fase de consolidação das fundações; depois uma fase de renovação das escadas e o apoio dos terraços; finalmente, uma fase de consolidação da parte central do castelo, a mais antiga.

As duas primeiras fases foram concluídas e agora é a terceira e última fase que está em andamento. Mas o trabalho de reabilitação é pesado para este castelo que sofre hoje o dano do tempo.

Betão de cânhamo

Verifica-se um crescimento no interesse do uso de materiais de construção amigos do ambiente, tais como o betão de cânhamo, devido à necessidade de minimizar o impacto ambiental do sector da construção nas mudanças climáticas.

O betão de cânhamo possui reduzida energia incorporada durante o processo de fabrico devido à sua composição: elevado teor de fibras de cânhamo, um ligante e água que formam uma pasta que aglutina as fibras.

Este material de construção pode ser utilizado em elementos de alvenaria leves ou, geralmente, em placas de revestimento e isolamento. É muito higroscópico, podendo trazer vantagens a nível de economia energética, bem como da saúde e conforto térmico dos habitantes do espaço onde é aplicado.

 

 

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