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Rúben Ribeiro rescinde com o Sporting

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O desportivo Record avança esta quinta-feira, 14 de junho, que Rúben Ribeiro rescindiu com o clube de Alvalade, sendo o sétimo jogador a quebrar laços com o clube.

Rúben Ribeiro junta-se assim a Rui Patrício, Daniel Podence, William de Carvalho, Rúben Fernandes, Bas Dost e Gelson Martins.

A SAD leonina já tinha dado conta de que esperava mais rescisões até esta quinta-feira, quando se cumpre um mês desde as agressões aos jogadores na Academia de Alcochete, e fim do prazo legal para se avançar com as mesmas.

A rescisão acontece um dia depois da Comissão de Fiscalização designada pela Mesa de Assembleia Geral do Sporting, liderada por Jaime Marta Soares, ter suspendido preventivamente o Conselho Diretivo do Sporting, liderado por Bruno de Carvalho, uma decisão com efeitos imediatos, mas que o presidente do clube não reconhece, já que contesta a legitimidade do organismo que a pronunciou. O braço de ferro na direção é a face mais visível, a par das rescisões de jogadores, da crise que o clube de Alvalade atravessa.

A crise no Sporting teve origem na perda do segundo lugar do campeonato, na última jornada, para o Benfica, e acentuou-se dias depois, em 15 de maio, quando cerca de 40 pessoas encapuzadas invadiram a Academia do Sporting, em Alcochete, e agrediram alguns futebolistas e elementos da equipa técnica, com as autoridades a deter 27 dos alegados atacantes, que ficaram em prisão preventiva.

Na sequência destes incidentes, os futebolistas Rui Patrício e Daniel Podence apresentaram a rescisão por justa causa, em 01 de junho; o treinador Jorge Jesus rescindiu por mútuo acordo para assinar pelos árabes do Al Hilal, e esta segunda-feira, 11 de junho, mais quatro jogadores rescindiram unilateralmente (William de Carvalho, Rúben Fernandes, Bas Dost e Gelson Martins), além da saída do diretor clínico, Frederico Varandas. Rúben Ribeiro junta-se agora à lista.

Paralelamente à crise desportiva, no âmbito de uma investigação do Ministério Público sobre alegados atos de tentativa de viciação de resultados em jogos de andebol e futebol, tendo como objetivo o favorecimento do Sporting, foram constituídos sete arguidos, incluindo o ‘team manager’ do clube, André Geraldes.

Perante estes acontecimentos, a maioria dos membros da Mesa da Assembleia Geral (MAG), liderada por Jaime Marta Soares, e do Conselho Fiscal e Disciplinar (CFD) e parte da Direção apresentaram a sua demissão, defendendo que o presidente Bruno de Carvalho não tinha condições para permanecer no cargo.

Após duas reuniões dos órgãos sociais, o presidente demissionário da MAG, Jaime Marta Soares, marcou uma Assembleia Geral para votar a destituição do Conselho Diretivo (CD), para 23 de junho e criou uma Comissão de Fiscalização para evitar o vazio provocado pela demissão da maioria dos elementos do CFD — comissão esta que avançou ontem com a suspensão de Bruno de Carvalho e o Conselho Diretivo que lidera.

Por outro lado, o Conselho Diretivo do Sporting decidiu substituir a MAG demissionária e respetivo presidente através da criação de uma Comissão Transitória da MAG, que, por sua vez, convocou uma Assembleia Geral Ordinária para o dia 17 de junho, para aprovação do Orçamento da época 2018/19, análise da situação do clube e para esclarecimento aos sócios, e convocou uma Assembleia Geral Eleitoral para a MAG e para o CFD para o dia 21 de julho.

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