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Tony Carreira diz que é um privilegiado pois “Deus perdeu mais tempo” consigo

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“Deus perdeu mais tempo comigo, sou um privilegiado”, disse hoje o cantor Tony Carreira, na apresentação da sua autobiografia, “O Homem que Sou”, quando celebra 30 anos de carreira.

Em conferência de imprensa, Tony Carreira afirmou que escreveu este livro, com a ajuda de alguns amigos, “para agradecer às pessoas” que o ajudaram a chegar até aqui, “mas sobretudo ao público”.

O cantor referiu, entre outros amigos, Carlos Ventura Martins, diretor-geral de publicações do Grupo Impala, que acreditou em si, quando o viu atuar, em março de 1985, no Grande Prémio da Canção, na Figueira da Foz.

Tony Carreira afirmou-se reconhecido ao público e a quem sempre o ajudou, e referiu o seu trajeto desde então, até à atualidade, “com milhares de discos vendidos, 30 álbuns editados e mais de 2.000 concertos”.

“Uma vida muito vivida”, mas nem sempre acompanhada pela imprensa, mesmo há 20 anos, quando “já vendia muitos, muitos, discos”. Um paralelo que traçou com as cerca de três dezenas de profissionais da comunicação social que acompanharam o evento.

Sobre a carreia da qual se orgulha, Tony Carreira foi perentório: “Podem dizer que não gostam das minhas canções, que não gostam de mim, mas não podem dizer que sou mau profissional”.

Não revelando planos para o futuro, pois apenas faz projetos a mais de um ano, afirmou-se “focado” na apresentação da biografia, não adiantando qualquer projeto para depois do próximo espetáculo no Altice Arena, em Lisboa, no dia 17 de novembro.

“Não sei o que vem a seguir”, reiterou várias vezes para acrescentar em seguida: “Não faço projetos a mais de um ano, não sei se vou parar”.

Instado pelos jornalistas referiu, porém, que está a trabalhar na possibilidade de um filme, algo que tem sido referido desde há dez anos, e que chegou a estar pensado vir a ser realizado por Nicolau Breyner (1940-2016).

O editor executivo do grupo Bertrand, Rui Couceiro, que apresentou a autobiografia “O Homem que Sou”, editada pela Contraponto, afirmou sentir “grande alegria” por ver tantos profissionais da comunicação social, pois, “de alguma forma, reconhecem a mesma importância” que a editora lhe atribuiu, e vaticinou que “será o grande sucesso do ano” editorial.

Referindo-se ao título, Tony Carreira afirmou: “Está consoante o homem que sou. Sou sempre a favor da verdade”, e disse ainda que não é “homem de rancores”.

Questionado pela agência Lusa se ajusta contas com alguém neste balanço de vida e de carreira, o intérprete de “Tu Levaste a Minha Vida” disse: “Saldo com algumas pessoas, mas não sou de rancores, e até o faço aqui com uma pitada de humor. Não faz parte de mim vingar-me, mas há pessoas que mereciam uma resposta”.

O cantor lamentou ter-se escrito muita coisa sobre si, que não correspondeu à verdade, ou sem o terem ouvido diretamente.

Sobre a questão do plágio de canções, de que foi acusado recentemente, e que aborda num capítulo da obra, “A acusação de plágio”, Carreira disse que tudo foi resolvido e ele ilibado da acusação.

“Acusaram-me de crimes que não cometi”, disse o criador de “Sonhos de Menino”, que garantiu que já perdoou a quem lhe colocou a ação judicial e que hoje até são amigos.

A biografia “O Homem que Sou”, de 223 páginas, é dividida em 44 capítulos, conta com um prefácio, “Início do Espetáculo”, e tem um remate, “O Espelho do Camarim”.

Inclui várias fotografias de Carreira, em algumas acompanhado por Julio Iglésias, Éder ou Manuel Luís Goucha, tendo a sua escolha sido a parte “mais emocionante” desta autobiografia, como afirma.

Ao longo da obra, o cantor refere-se a Amália Rodrigues, ao “maravilhoso José Pedro”, músico dos Xutos & Pontapés, ao seu primeiro espetáculo no Olympia, em Paris, aos “mimos dos avós” e às “fãs enérgicas”, entre outros aspetos de “30 anos de cantigas”, como disse na apresentação.

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