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Ministro da Ciência diz que coesão territorial precisa de politécnico forte

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O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, discursa durante a conferência "Os Caminhos do Conhecimento, o legado de José Mariano Gago", em Leiria, 16 de maio de 2018. PAULO CUNHA/LUSA

O ministro da Ciência, Manuel Heitor, realçou hoje em Leiria o papel dos institutos politécnicos na criação de novas carreiras científicas, além do seu contributo para o desenvolvimento do interior.

“Já não é possível ter uma estratégia de coesão territorial sem ter um ensino politécnico forte”, defendeu Manuel Heitor, ao intervir na cerimónia em que o presidente do Instituto Politécnico (IP) de Setúbal, Pedro Dominguinhos, tomou posse como presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP).

A expansão do ensino politécnico, com escolas em 54 municípios do país, constitui uma “oportunidade de desenvolver carreiras científicas novas”, disse.

“O desafio é enorme, mas as oportunidades são imensas”, sublinhou.

Na opinião do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Portugal dispõe hoje de “um ensino politécnico maduro”, como não existia “há 10 ou há 20 anos”.

“Os senhores fazem milagres”, afirmou, enaltecendo o trabalho dos presidentes e outros dirigentes dos estabelecimentos do ensino politécnico presentes na Biblioteca José Saramago, no Campus 2 do Instituto Politécnico de Leiria, onde decorreu a sessão.

A eles se deve o atual “nível de maturidade” e qualidade deste subsistema do ensino superior, referiu Manuel Heitor, considerando que os diretores das escolas “fazem milagres com tão pouco dinheiro”.

O desenvolvimento das carreiras de investigação, com promoção do emprego científico, é um desafio que se coloca às instituições politécnicas, mas que “algumas universidades não querem perceber”, lamentou.

Atualmente, “o ensino politécnico é claramente uma opção de políticas”, o que nem sempre aconteceu ao longo das décadas e com diferentes governos, recordou.

O ministro da Ciência expressou a sua discordância quanto a uma eventual mudança da designação ‘ensino politécnico’, pouco antes sugerida pelo novo presidente do CCISP, Pedro Dominguinhos, que sucedeu no cargo a Nuno Mangas, presidente do IP de Leiria.

“Nós não queremos ser universidades. Queremos continuar a diversificar a nossa missão, porque o país precisa”, ressalvou Dominguinhos, salientando, no entanto, que uma nova denominação, como ‘ensino universitário aplicado’, por exemplo, poderia promover melhor o ensino politécnico português a nível internacional.

Ao encerrar a cerimónia, o ministro da Ciência rejeitou essa possibilidade: “Sou um acérrimo defensor do nome e do termo ‘politécnico’”, que traduz “claramente uma opção política” para o ensino superior não universitário.

Além de Nuno Mangas e Pedro Dominguinhos, usaram ainda da palavra o cientista e deputado do PS Alexandre Quintanilha, na qualidade de presidente da Comissão Parlamentar de Educação e Cultura, numa sessão em que também esteve presente a deputada social-democrata Margarida Mano.

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