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Festival Imaginarius antecipado em diferentes freguesias de Santa Maria da Feira

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O 18.º Imaginarius – Festival Internacional de Artes de Rua de Santa Maria da Feira decorre de 24 a 26 de maio, mas já quinta-feira há espetáculos descentralizados no âmbito da iniciativa em diversas freguesias do concelho.

Lourosa, Rio Meão, Argoncilhe, Souto, Milheirós de Poiares, São Paio de Oleiros e Canedo são assim as outras localidades que, até terça-feira, recebem várias encenações de três espetáculos diferentes: “Até sempre!”, de Inês Severino e Clara Oliveira, “Houston, we have a problem!”, de Telmo Ferreira, e “Hanno” de Rina Marques e Rui Paixão.

A iniciativa designa-se “Território Imaginarius” e pretende “levar o evento às freguesias mais periféricas do concelho para democratizar o acesso ao festival em geografias diversas”, como explica Gil Ferreira, o vereador que na Câmara da Feira assume o pelouro da cultura e a direção executiva do projeto.

O circuito desses espetáculos passará por dois largos de igreja e quatro polos da Biblioteca Municipal da Feira, no que o objetivo é, por um lado, realçar o papel desse equipamento enquanto referência nacional no âmbito da promoção da leitura e, por outro, estabelecer pelo concelho um périplo que se apresente como “uma analogia à Odisseia [de Homero]”.

A produção “Odyséé”, do coletivo holandês Theater Gajes, estará, aliás, em estreia absoluta no próximo domingo na Casa do Moinho, ainda em registo de antecipação ao festival, mas aí sem contexto de descentralização, já que o local escolhido para o efeito é um dos cenários habituais do evento, na cidade da Feira.

O mesmo se aplica a “Lonely are the loney roads”, que a companhia suíça Ici’Bas levará ao Museu Convento dos Loios na próxima quarta-feira, antes do arranque do festival, mas também no centro da cidade.

Gil Ferreira aponta, contudo, dois outros projetos cuja missão continua a ser a descentralização cultural e artística: “Fractions of a Whole”, em que Daniel Seabra e Noé Quintela exploram o potencial do circo contemporâneo com estudantes do Curso de Animação Sociocultural da Escola Secundária Coelho e Castro, da freguesia de Fiães; e “Ilustrar com linhas e agulhas”, em que o grupo Arte.Descoberta explora novos usos estéticos para práticas tradicionais de bordado com alunos do 1.º Ciclo das escolas do concelho.

Esses dois projetos só se apresentarão ao público nos dias 25 e 26 de maio, em pleno Imaginarius, mas Bruno Costa, diretor artístico do festival, diz que ambos “envolveram meses de trabalho” entre criadores e comunidade escolar, pelo que representam “uma cooperação especial no sentido de capacitar para as artes de rua aqueles que podem vir a ser os seus protagonistas no futuro”.

Na globalidade da sua programação, o 18.º Imaginarius apresentará de quinta-feira a sábado 300 artistas de 17 países, em representação de 37 companhias e criadores individuais. Preveem-se assim 195 apresentações para os 40 espetáculo em cartaz, 24 dos quais em estreia nacional e 11 em première absoluta.

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