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Governo português promete empenho ao filho de empresário desaparecido em Moçambique

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O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas prometeu a Rodrigo Sebastião, filho de um empresário português desaparecido em Moçambique, empenho de todo o Governo na resolução do caso.

“Estive com Rodrigo Sebastião, com quem conversei, e a quem de novo reiterei não só a total disponibilidade, mas empenho de todos os membros do Governo no acompanhamento ao caso”, disse hoje José Luís Carneiro à Lusa, após o encontro realizado na noite de quinta-feira.

“A família continuará a contar com toda a atenção do Governo português”, acrescentou.

O governante terminou hoje, na cidade da Beira, uma visita que realiza desde terça-feira a Moçambique e na quinta-feira reuniu-se com dezenas de membros da comunidade portuguesa naquela que é a capital da província de Sofala.

No caso de Rodrigo Sebastião, “pudemos falar pessoalmente sobre as circunstâncias em que terá desaparecido o seu pai e também sobre os esforços que a família continua a desenvolver para determinar o seu paradeiro”, referiu.

Américo Sebastião foi raptado a 29 de junho de 2016 em Nhamapadza, distrito de Maríngué, província de Sofala, centro de Moçambique.

O empresário agrícola e madeireiro foi raptado por desconhecidos que o levaram numa viatura, quando se encontrava numa estação de serviço, numa altura em que a zona era palco de confrontos entre as Forças de Defesa e Segurança e o braço armado da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).

José Luís Carneiro diz ter notado na comunidade na Beira “uma enorme solidariedade entre os portugueses relativamente a esta família”.

O secretário de Estado manteve conversas sobre “outros casos que têm vindo a ocorrer ao nível da segurança” e diz ter notado o mesmo espírito solidário.

Apesar dos casos, “em regra, os portugueses gostam de estar aqui, de aqui viver e investir”, acrescentou, “das gerações mas velhas, até às mais jovens”.

Sobre questões de segurança, José Luís Carneiro reitera as recomendações: a necessidade de os portugueses estarem ligados aos serviços consulares, para “no quadro das limitações, haver acompanhamento de proximidade e humanismo na resposta”.

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