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Benfica-FC Porto: Dragão parecia imparável, mas agora quase só o triunfo serve

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O FC Porto parecia imparável rumo ao seu primeiro título de campeão desde 2013, mas quebrou inesperadamente e agora deve vencer o rival na Luz para evitar um inédito ‘penta’ do Benfica.

Os ‘dragões’ chegaram a março em posição com uma confortável vantagem de cinco pontos vantagem sobre as ‘águias’, porém derrotas nas visitas a Paços de Ferreira (0-1) e Belenenses (0-2), à 26.ª e 28.ª jornada, respetivamente, custaram-lhe a queda para o segundo lugar, a um ponto do grande adversário, que tem agora também o ‘inferno’ da Luz a seu favor.

Com um percurso imaculado em casa – apenas ‘manchado’ pelo empate polémico com o Benfica (0-0) – os pupilos de Sérgio Conceição cederam boa parte dos pontos enquanto visitantes e um eventual terceiro desaire consecutivo fora de portas, domingo, deixa-os praticamente afastados do título.

Em Paços de Ferreira, a primeira derrota interna chegou frente ao então penúltimo classificado. Sérgio Conceição queixou-se do antijogo permitido pelo árbitro Bruno Paixão aos pacenses, mas também faltou cabeça à sua equipa, e pontaria a Brahimi, que falhou um penálti.

A quebra do Dragão não é alheia à onda de lesões que o desfalcou e que na Mata Real o privou dos habituais titulares e influentes Alex Telles, Danilo, Marega e Soares, além do castigado Herrera.

Duas semanas depois, e já com Alex Telles, Herrera e Soares no ‘onze’, a inesperada dupla derrota seguida fora deixou o FC Porto a poder queixar-se apenas de si próprio (finalização) e da soberba exibição do guarda-redes André Moreira, do Belenenses.

Sem perceber muito bem como, os ‘azuis e brancos’ baquearam quando tinham tudo a favor e agora estão obrigados a mostrar a fibra – e qualidade – dos verdadeiros campeões, pois é no terreno do Benfica que vão jogar o título.

Sem orçamento para construir o plantel desejado – as regras do ‘fair-play’ financeiro da UEFA ‘impediram’ o clube de contratar – Sérgio Conceição, acabado de chegar, montou uma equipa à sua imagem, com vontade vencedora e que em campo tem mostrado grande atitude competitiva.

E foi com esse espírito que os FC Porto foi ‘queimando’ obstáculos até à oitava jornada, quando cedeu os primeiros pontos, com um ‘amargo’ 0-0 em Alvalade, num desafio em que fez bem mais por vencer.

À 12.ª e 13.ª jornadas, empates 1-1 na visita ao Aves e 0-0 na Invicta com o Benfica, ambos manifestando queixas da arbitragem em lances decisivos: no primeiro, um penálti sobre Danilo que ficou por marcar nos instantes finais, enquanto contra o eterno rival um erro do árbitro auxiliar, que assinalou mal um fora de jogo, levou Jorge Sousa a anular um golo a Herrera.

Após mais seis vitórias consecutivas, uma exibição mais cinzenta foi punida com 0-0 na visita ao Moreirense, em mais uma partida com final polémico, tendo sido anulado golo a Waris nos descontos, por fora de jogo contestado pelos ‘azuis e brancos’.

Depois sofrido triunfo por 2-1 em casa ante o Sporting, que perdeu no melhor encontro que fez contra os portistas esta época e que justificava outro resultado, o treinador Jorge Jesus disse duvidar de que o FC Porto perderia muitos pontos até ao final da época, mas o facto é que nos três jogos seguintes averbou duas derrotas que podem ter sentenciado a sua época.

No domingo, o FC Porto mostrará se será paciente na procura da sorte, ou, ao invés, se vai deste o apito inicial atrás do êxito que o ajude a quebrar o maior ‘jejum’ desportivo da era Pinto da Costa.

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