Benfica e FC Porto encontram-se na Luz pela terceira vez em quatro anos num embate que pode ser determinante para encontrar o vencedor na I Liga de futebol e numa situação em tudo idêntica às anteriores.
Como em vésperas da 30.ª jornada da edição 2014/15 e da 27.ª da época passada, também agora, à entrada para a ronda 30 da I Liga 2017/18, comanda o Benfica, com o FC Porto em segundo e o Sporting em terceiro, longe da frente.
Ambos os ‘clássicos’ acabaram com igualdades, primeiro a zero e depois a um, e ‘embalaram’ o Benfica para o ‘bi’, na última época sob o comando de Jorge Jesus, e o ‘tetra’, na segunda temporada da ‘era’ Rui Vitória.
Em 2014/15, com cinco rondas por disputar, o Benfica chegou à receção aos ‘dragões’ com três pontos de avanço e vantagem no confronto direto, depois de ter vencido por 2-0 no Dragão, com um ‘bis’ do brasileiro Lima.
Na Luz, em 26 de abril de 2015, perante 63.534 espetadores, as duas equipas andaram sempre longe do perigo, com Jesus a impor uma postura conservadora e o espanhol Julen Lopetegui a arriscar muito pouco ou nada.
O encontro acabou como terminou, com um empate a zero, claramente favorável ao Benfica, que, a quatro rondas do final, manteve os três pontos de avanço e garantiu vantagem num eventual empate pontual no final.
Nas rondas seguintes, os ‘encarnados’ somaram goleadas, por 5-0 ao Gil Vicente, em Barcelos, e por 4-0 ao Penafiel, na Luz, selando o título à 33.ª e penúltima ronda, com um ‘nulo’ em Guimarães e a ajuda do Belenenses (1-1 com o FC Porto).
Dois anos volvidos, em 2016/17, o embate aconteceu mais cedo, à 27.ª ronda, mas foi, de novo, apelidado de ‘jogo do título’, já que o Benfica se apresentou apenas um ponto à frente do FC Porto, com o Sporting, terceiro, já a 10.
Ao contrário do que sucedeu dois anos antes, em que não houve golos, desta vez o marcador ‘mexeu’ logo aos sete minutos, com o brasileiro Jonas a dar vantagem aos ‘encarnados’, na transformação de uma grande penalidade.
Na segunda parte, aos 49 minutos, o ex-benfiquista Maxi Pereira restabeleceu a igualdade, que se manteve até final de um jogo em que o Benfica foi ‘esbarrando’ em Casillas e o FC Porto pareceu mais interessado em não perder do que em ganhar.
O empate manteve tudo igual e os ‘encarnados’ não mais perderam a liderança, que, aliás, foram reforçando até selarem o ‘tetra’, num percurso em que só não ganharam em Alvalade, onde somaram uma preciosa igualdade a um golo.
A equipa de Rui Vitória começou por bater fora o Moreirense (1-0) e em casa o Marítimo (3-0), ganhando logo folga com o 1-1 do FC Porto em Braga. Na ronda seguinte, o empate com o Sporting, resgatado com um livre de Lindelöf, foi importante, até porque os ‘dragões’ tropeçaram no Feirense (0-0).
Depois, o Benfica ganhou na receção ao Estoril Praia (2-1), e em Vila do Conde, ao Rio Ave (1-0), com um tento do mexicano Raúl Jiménez, para selar o ‘tetra’ na receção ao Vitória de Guimarães, com uma goleada por 5-0.
Agora, um ano volvido, o Benfica volta a receber os ‘dragões’ com um ponto à maior, cenário ‘construído’ nas últimas quatro rondas, nas quais o FC Porto sofreu as únicas derrotas na prova, ambas fora, com Paços de Ferreira (0-1) e Belenenses (0-2).
Por seu lado, o conjunto de Rui Vitória chega numa série de nove triunfos consecutivos, sendo que, na segunda volta, só cedeu dois pontos, no Restelo (1-1), onde, com o jogo empatado a zero, Jonas falhou um penálti.





































