O Benfica pode dar domingo um passo decisivo para conquistar um inédito quinto título seguido de campeão nacional de futebol, caso vença o FC Porto, após ter sido eliminado de todas as outras competições antes da passagem do ano.
O afastamento prematuro da Liga dos Campeões, da Taça de Portugal e da Taça da Liga permitiu ao tetracampeão nacional concentrar a atenção na I Liga e protagonizar uma segunda volta quase perfeita, até ao momento, com 11 vitórias e apenas um empate, no estádio do Belenenses (1-1).
A magra vantagem de um ponto com que iniciará o jogo da 30.ª jornada do campeonato, no Estádio da Luz, em Lisboa, foi conseguida também à custa dos deslizes do FC Porto, que perdeu seis pontos nas últimas quatro rondas, esbanjando uma vantagem de cinco pontos no comando da prova.
Apesar de as transferências milionárias de Ederson, Lindelof e Nelson Semedo terem desfigurado a sua defesa, o Benfica protagonizou um bom arranque de temporada, com a conquista da Supertaça, ao vencer por 3-1 o Vitória de Guimarães, e quatro vitórias nas cinco primeiras jornadas da Liga.
Depois dos triunfos sobre o Sporting de Braga (3-1, em casa), Desportivo de Chaves (1-0, fora) e Belenenses (5-0, em casa), o Benfica perdeu os primeiros pontos no estádio do Rio Ave (1-1), antes de cumprir os serviços mínimos (2-1) na receção ao Portimonense.
As ‘águias’ atravessavam o seu momento mais delicado, tendo sofrido a primeira e única derrota na ronda seguinte, no terreno do Boavista, por 2-1, voltando a tropeçar (1-1) duas semanas mais tarde, frente ao Marítimo, com um triunfo por 2-0 sobre o Paços de Ferreira de permeio.
O Benfica começava também a escrever a sua história de insucesso nas outras provas, em especial na Liga dos Campeões, que deixou com o pior desempenho de sempre de uma equipa portuguesa, com seis derrotas em outros tantos jogos, frente a CSKA Moscovo, Basileia e Manchester United.
Na Liga, em contrapartida, a equipa treinada por Rui Vitória parecia capaz de se reerguer, tendo obtido quatro triunfos seguidos, sobre o Desportivo das Aves (3-1, fora), Feirense (1-0, em casa), Vitória de Guimarães (3-1, fora) e Vitória de Setúbal (6-0, em casa).
O tetracampeão conseguiu depois sair do Estádio do Dragão com um precioso empate 0-0 e não vacilou nos dois encontros seguintes, na receção ao Estoril-Praia (3-1) e na visita a Tondela (5-1), mas, pelo caminho, foi eliminado nos oitavos de final da Taça de Portugal pelo Rio Ave (3-2, após prolongamento).
O Benfica não resistiu muito mais tempo na Taça da Liga, despedindo-se com três empates frente a Braga, Portimonense e Setúbal, e, no regresso à Liga, foi graças a Jonas que salvou um ponto na receção ao Sporting, com o brasileiro a fixar o empate 1-1 aos 90 minutos, de grande penalidade.
A primeira volta fechou com o triunfo por 2-0 no estádio do Moreirense e a equipa lisboeta pareceu ter ganhado novo fôlego com a entrada na segunda metade do campeonato, com importantes vitórias em Braga (3-1) e na receção ao Chaves (3-0), antes do único tropeção (1-1), no Restelo.
O tetracampeão nacional arrancou para uma série de nove vitórias seguidas, a mais longa da Liga, sobre o Rio Ave (5-1), Portimonense (3-1), Boavista (4-0), Paços de Ferreira (3-1) Marítimo (5-0), Desportivo das Aves (2-0), Feirense (2-0), Guimarães (2-0) e Setúbal (2-1).
A jornada anterior foi também a primeira que o Benfica iniciou na condição de líder isolado da Liga, classificação para a qual Jonas contribuiu decisivamente, ao marcar 33 dos 75 golos da equipa lisboeta, que colocam o avançado brasileiro destacadíssimo no comando dos melhores marcadores.






































