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Neve e vento atrasam remoção dos corpos das vítimas de acidente aéreo no Irão

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O resgate dos corpos das vítimas da queda de um avião no passado domingo, nas montanhas do sudoeste do Irão, começou hoje, mas já foi suspenso devido ao mau tempo, dizem fontes oficiais à agência Isna.

O Crescente Vermelho iraniano (organização federada com a Cruz Vermelha Internacional) indica que as ações de resgate foram suspensas ao início da tarde de hoje, devido ao risco que representavam para as equipas de resgate, avança a agência noticiosa Isna.

Após as buscas que demoraram mais de dois dias na cordilheira Zagros, a fuselagem do avião ATR-72, da companhia aérea iraniana Aseman Airlines, foi encontrada a 4.000 metros de altitude, perto da localidade de Yasouj, cerca de 500 quilómetros a sul de Teerão, a capital do Irão.

O avião, utilizado para voos regionais, tinha partido de Teerão com 66 pessoas a bordo — 60 passageiros e 6 tripulantes.

Os serviços de emergência não encontraram sobreviventes e desconhecem o número exato de corpos encontrados no local do acidente.

As circunstâncias que levaram à queda da aeronave, durante uma tempestade de neve, ainda não são conhecidas, visto que as caixas negras ainda não foram encontradas.

Com as condições climáticas adversas que se fazem sentir nos trabalhos de resgate (tempestade de neve e ventos gelados), as autoridades rejeitaram, temporariamente, o uso de helicópteros.

O número dois do exército iraniano, o general Nozar Nemati, disse à televisão estatal que os membros do exército começaram a retirada dos corpos por terra.

Um outro oficial militar avançou que 7 cadáveres já foram retirados do local, e à Isna, um representante regional do Crescente Vermelho indicou que 32 “pacotes” foram já retirados do local.

O mesmo representante acrescentou que as “peças” nos pacotes “não são necessariamente corpos inteiros”.

Os corpos e restos mortais, uma vez chegados à estrada, serão entregues à medicina legal para identificação.

O diretor das ações socorristas na província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, onde se insere Yasouj, disse à agência de notícias Ilna que “a maioria dos corpos pode ser identificada”, acrescentando que “apenas um pequeno número não poderá ser”.

O ATR-72 era utilizado para voos regionais e despenhou-se a cerca de 20 quilómetros do destino, o aeroporto de Yasouj.

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