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Dois sismos de magnitude 2,9 sentidos na ilha cabo-verdiana do Fogo

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Dois sismos de magnitude 2,9 na escala de Richter foram sentidos em 48 horas ao largo da ilha do Fogo e em Chã da Caldeiras, atividade considerada normal pelo geofísico Bruno Faria, do INMG de Cabo Verde.

Em conferência de imprensa realizada hoje no Mindelo, o subdiretor do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG) de Cabo Verde, disse que o primeiro sismo ocorreu cerca das 23:15 de quarta-feira (00:15 de hoje em Lisboa), tendo o epicentro sido localizado no mar, a dois ou três quilómetros da costa noroeste da ilha do Fogo.

O segundo abalo ocorreu, segundo Bruno Faria, na quinta-feira, cerca das 17:15 (18:15 em Lisboa), no interior de Chã das Caldeiras, no sopé do Monte Amarelo, no local onde houve maior concentração de lava das duas últimas erupções do vulcão do Fogo (1995 e 2014).

“Já foram registados vários sismos naquela zona (2000, 2001,2010, 2012). É recorrente. É um evento isolado que acontece de vez em quando muito provavelmente provocado pelo peso das lavas que compactam o terreno e provocam esses tremores de terra”, disse Bruno Faria.

O geofísico adiantou ainda que não existe qualquer indicação de nova erupção do vulcão.

“Para um vulcão que esteve em erupção há três anos é uma situação perfeitamente normal. Quando é erupção, os sismos que começam a ser registados são de tão baixa magnitude que não são sentidos e alguns dias, senão meses, antes. Não é o caso”, afirmou.

Os sismos foram sentidos pela população da ilha do Fogo com vários testemunhos a serem colocados nas redes sociais.

“Três anos após o fim de uma erupção, é natural que as pessoas se assustem e estejam com alguma apreensão”, disse Bruno Faria.

O vulcão do Fogo esteve em erupção entre 23 de novembro 2014 e 07 de fevereiro de 2015, levando à retirada da totalidade da população que vivia no interior de Chã das Caldeiras, tendo destruído a quase totalidade das habitações e equipamentos existentes na zona.

Três anos após o fim da erupção, a população está já a regressar a Chã das Caldeiras, com muitas famílias a terem já reconstruídas das suas habitações.

Bruno Faria disse ainda que a atividade sísmica da ilha Brava tem registado abaixo dos 30 sismos de baixa magnitude em 24 horas, tendo na madrugada de quarta-feira sido registados e sentidos dois abalos de magnitude 3,2.

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