Início Comunidades Instituto do Mundo Lusófono vai ser “vitrina da lusofonia” a partir de...

Instituto do Mundo Lusófono vai ser “vitrina da lusofonia” a partir de Paris

233
0

O Instituto do Mundo Lusófono (IMLus) foi hoje lançado na universidade da Sorbonne, em Paris, e trata-se de uma plataforma que pretende ser uma “vitrina da lusofonia”, disse a presidente do instituto Isabelle de Oliveira.

O Instituto do Mundo Lusófono, criado em finais de 2015, foi apresentado no primeiro Congresso da Lusofonia e da Francofonia, que começou na quarta-feira e decorre até sexta-feira, em Paris, tendo como embaixadora a escritora Alice Vieira e como madrinha a deputada Maria de Belém Roseira.

O instituto vai juntar parceiros económicos, universidades e agentes da cultura dos países lusófonos mas, para já, é apenas de uma plataforma digital e a sua sede física deverá ser inaugurada dentro de um ano em Paris, de acordo com Isabelle de Oliveira, que também organizou o congresso.

“Foi uma ideia, julgo eu, original, termos pela primeira vez em Paris uma vitrina da lusofonia à imagem de grandes institutos que existem na cidade de Paris, como o Instituto do Mundo Árabe. Eu julgo que nós, nesse aspeto, estávamos a pecar porque havia uma lacuna importante”, explicou a responsável.

Isabelle de Oliveira sublinhou ser “importante que a cultura das comunidades lusófonas irradie também a partir de Paris” porque “Paris é a cidade da luz” e, simbolicamente, o Instituto do Mundo Lusófono vai ser o “IMLus”.

A presidente do Congresso da Lusofonia e da Francofonia explicou, ainda, que o instituto pretende trabalhar em cooperação com instituições ligadas à francofonia.

“A importância deste congresso é estreitar a cooperação entre o espaço lusófono e francófono, frisar a vitalidade desses dois grandes espaços, são duas potências mundiais e fomentar debates sobre as perspetivas no futuro, nos projetos que já estão em curso e uma partilha também”, continuou.

O lançamento do Instituto do Mundo Lusófono decorreu no grande anfiteatro da Sorbonne, na presença, nomeadamente, de Maria do Carmo Silveira, secretária-executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Maria Fernanda Rollo, secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, do músico António Vitorino de Almeida e da atriz Maria de Medeiros.

Maria do Carmo Silveira afirmou aos jornalistas que o Instituto do Mundo Lusófono vai ser “complementar a tudo aquilo que se tem feito ao nível da CPLP” e que é “um projeto muito interessante que virá naturalmente impulsionar não só a lusofonia como a francofonia”.

“A criação deste instituto vem reforçar não só a relação de cooperação que já existe entre dois espaços linguísticos, a lusofonia e a francofonia, mas também criar um espaço de intercâmbio, de investigação sobre o aproveitamento de todo o potencial que representa o nosso espaço linguístico”, considerou.

No discurso de abertura oficial do Congresso da Lusofonia e da Francofonia, Isabelle de Oliveira disse esperar que este evento “possa ser o lançar da primeira pedra de uma sólida construção de pontes entre estas duas potências mundiais: a lusofonia e a francofonia” e salientou que “a defesa da língua portuguesa na Europa e no mundo” é um “desafio cultural de primeiro plano”.

“Até agora, as bandeiras da lusofonia e da francofonia têm sido erguidas bem alto por esse mundo fora, por académicos, investigadores, artistas, agentes culturais, desportistas e, peço desculpa, muito mais que a classe política e alguns agentes da desinformação que andam aí a fazer de conta”, referiu a professora universitária.

Esta tarde, no âmbito do congresso, estão programadas mesas-redondas sobre ciência, educação, artes e desporto no espaço da lusofonia e francofonia, com o cientista Alexandre Quintanilha, o selecionador Fernando Santos e o jornalista e escritor José Rodrigues dos Santos, entre outros.

Na sexta-feira, o congresso continua com debates sobre economia, diplomacia cultural, imprensa, política e literatura, na presença do ex-presidente da Comissão Europeia José Manuel Durão Barroso, do vice-presidente da Assembleia da República José Manuel Pureza, dos escritores Richard Zimler, Germano Vera Cruz, Manuel Rui Monteiro e Mário Máximo, entre vários outros nomes.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.