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Presidente da Colômbia agradece a Portugal apoio no processo de paz com as FARC

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O presidente da Colômbia agradeceu hoje em Lisboa ao Presidente da República e ao povo português pelo apoio dado durante o processo que conduziu à paz com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

“Queria agradecer-lhe a si, Presidente Marcelo, e a todo o povo português pelo apoio ao que de mais importante conseguimos alcançar na Colômbia e em toda a região da América Latina nestes últimos anos: a paz, a paz com as FARC. Não só nos deram todo o apoio durante a negociação, como contribuíram de forma generosa para o fundo fiduciário da União Europeia para o pós-conflito”, disse Juan Manuel Santos no final de um encontro com Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, em Lisboa.

No final do ano passado, o governo colombiano e a guerrilha das FARC assinaram um acordo de paz que pôs fim a mais de 50 anos de guerra civil no país. O acordo contemplava, entre outros pontos, o desarmamento completo e a extinção das FARC.

Juan Manuel Santos, que realiza hoje a sua segunda visita de Estado a Portugal (a primeira foi em 2012), expressou a gratidão “de uma Colômbia esperançada”, que está “a construir paz e reconciliação”.

“Não esquecerei nunca, até ao último dia da minha vida, que a última arma das FARC que me entregaram foi-me entregue por uma portuguesa. Essa fotografia levo-a até ao túmulo, cheio de agradecimento”, lembrou o presidente colombiano.

O chefe de Estado da Colômbia – que recebeu o Prémio Nobel da Paz pelo seu papel no processo de paz com as FARC – destacou ainda a crescente amizade com Portugal.

“Este é um encontro entre amigos, entre países que se conhecem e que, por isso, se amam. E nos últimos anos temo-nos conhecido mais, e por isso amamo-nos mais. O que aconteceu [entre os nossos países] nestes últimos sete anos foi lindo, foi muito importante”, disse Juan Manuel Santos.

O chefe de Estado colombiano recordou que “estes laços de afeto se traduziram em vínculos de intercâmbio comercial, político, cultural, de todo o tipo”.

“E são tão próximas as nossas relações, que até partilhamos espaços diplomáticos. Em África, por exemplo, no Quénia”, salientou.

Por outro lado, Juan Manuel Santos afirmou que a Colômbia “quer receber cada vez mais investimento português”, recordando o caso do grupo de distribuição Jerónimo Martins, que em 2013 entrou naquele mercado latino-americano.

“O potencial para crescer é enorme (…). Ainda hoje estive com um empresário do grupo Jerónimo Martins, que chegou à Colômbia em 2013. Nunca lá tinham estado e hoje têm mais de 300 lojas na Colômbia. (…) Desejo o mesmo a todas as empresas portuguesas”, disse.

Mas a Colômbia também pretende “aprender em Portugal”, especialmente no setor do Turismo, considerando que nessa área os portugueses “são campeões do Mundo”.

Juan Manuel Santos começou a sua intervenção reiterando as condolências da Colômbia a Portugal pela tragédia dos incêndios florestais, que vitimaram pelo menos 110 portugueses, e deixando um elogio a Marcelo Rebelo de Sousa pela sua atuação durante a crise.

“Queria dar as condolências pela tragédia dos incêndios em solo português. A dor de Portugal é a dor da Colômbia e acompanhamos-vos com todo o coração. Dizia [há pouco] ao Presidente Marcelo que é nos momentos difíceis que se vê o caráter dos líderes, e a forma como o Presidente lidou com essa tragédia foi extraordinária e motivo de admiração de todos os colombianos”, disse o chefe de Estado colombiano.

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