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França e Estados Unidos preocupados com Hariri e situação libanesa

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Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, está preocupado com o primeiro-ministro libanês, demissionário, Saad Hariri, que se encontra em Riade, Arábia Saudita, e com a situaçao no Líbano.

A demissão que o primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, apresentou, a partir da Arábia Saudita, na semana passada, continua a provocar muitas interrogações. Estados Unidos e França estão entre os países que manifestaram apoio a Hariri e ao Estado libanês, e se interrogam sobre o papel de Riade.

O ministro libanês do Interior, Nohad Machnouk, aponta o dedo à Arábia Saudita e diz que os libaneses “não são um rebanho de ovelhas.”

No Líbano, os populares manifestam apoio ao primeiro-ministro libanês.
“Ele disse que está de regresso e nós aguardamos por ele. Em tudo o que decidir, terá o nosso apoio,” afirmou a libanesa Ghina.

Entretanto, a entrevista que Saad Hariri deu, domingo passado, na Arábia Saudita, onde afirmou ser um homem livre, não convenceu nem a imprensa libanesa nem os libaneses.

Para a jornalista Claire Chakar do jornal al-Ittihad, os espectadores observaram o primeiro-ministro ao pormenor e viram-no como se fosse “um alienígena”.

“Honestamente, eu sou um fã de Saad al-Hariri mas não era que falava. Ele estava muito cansado, o seu rosto parecia cansado e ele não estava descontraído. Esperamos o melhor, que ele regresse são e salvo. Continuamos a gostar dele,” declarou o libanês Omar Ismael.

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, manifestou-se preocupado com a situação: “Estamos preocupados com a situação no Líbano. O Líbano tem uma longa história com a França e preocupamo-nos com a sua estabilidade, preocupamo-nos com a sua integridade, preocupamo-nos com a não ingerência e preocupamo-nos com o respeito pela Constituição Libanesa.”

Mais de 400 mil libaneses trabalham nos Estados do Golfo e transferem, anulamente, mais de 2 mil milhõess de euros para o Líbano. Qualquer sancão da Arábia Saudita e dos seus vizinmhos do Golfo poderia ter um efeito devastador sobre a economia libanesa.

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