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BCP não vai distribuir lucros referentes a 2017 – Amado

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O presidente do BCP disse hoje que o banco não conta distribuir dividendos referentes a 2017, mesmo após ter apresentado lucros de 133,3 milhões de euros até setembro.

“Não temos intenção, o banco precisa de reforçar a sua estrutura, não tem intenção com base nos resultados de 2017 de vir a distribuir dividendos”, afirmou Nuno Amado em conferência de imprensa, em Lisboa.

Já sobre as compensações aos trabalhadores que o Conselho de Administração do BCP prometeu propor pagar assim que houver resultados distribuíveis, pelos cortes salariais entre meados de 2014 e de 2017, Nuno Amado garantiu que a sua equipa fará essa proposta aos acionistas.

Contudo, alertou, caberá aos acionistas decidirem se serão pagas essas compensações aos trabalhadores pelos anos de cortes salariais. Entre meados de 2014 e meados deste ano, os trabalhadores do BCP com remunerações acima de 1.000 euros brutos mensais tiveram os salários cortados (entre 3% e 11%), no âmbito da reestruturação do banco acordada com Bruxelas que se seguiu à ajuda estatal, o que se somou ao fecho de balcões e a saída de milhares de trabalhadores num programa de reformas antecipadas e rescisões por mútuo acordo.

Contudo, as compensações a serem pagas só acontecerão quando houver lucros distribuíveis, ou seja, mesmo o banco fechando o ano de 2017 com lucros (o que deverá acontecer), como não haverá pagamentos de dividendos essa proposta de compensação de trabalhadores também será adiada.

O BCP obteve lucros de 133,3 milhões de euros entre janeiro e setembro, que comparam com prejuízos de 251,1 milhões de euros no mesmo período do ano passado, divulgou hoje o banco.

A entidade liderada por Nuno Amado disse, na apresentação ao mercado, que o resultado beneficiou “da expansão contínua do resultado ‘core’, que se cifrou em 823,2 milhões nos primeiros nove meses de 2017”.

O BCP designa ‘resultado core’ à soma de margem financeira e comissões e descontando os custos operacionais.

O banco indicou ainda que, até setembro, reduziu os ativos problemáticos e não produtivos em Portugal (em que se inclui o crédito malparado) para 7.168 milhões de euros, já cumprindo o objetivo que tinha de chegar até final do ano com estes ativos abaixo de 7.500 milhões de euros.

Na atividade em Portugal, o banco deu até setembro lucros de 800 mil euros, “apoiado na diminuição das imparidades e provisões e na expansão do resultado ‘core'”, diz o BCP.

Já a Polónia gerou 117,8 milhões de euros, menos 9,6% do que no mesmo período de 2016.

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