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Urnas e boletins de voto para as legislativas espalhados pelo país

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Equipas do Secretariado Técnico de Assistência Eleitoral (STAE) de Timor-Leste iniciaram hoje a verificação das urnas e boletins de voto, distribuídas pelos 12 municípios e pela região autónoma de Oecusse para serem usadas nas legislativas do próximo sábado.

Todo o material ‘sensível’ para a votação, incluindo as urnas e os boletins de voto, foi entregue num encontro em Díli na sexta-feira, presidido pelo ministro da Administração Estatal, Dionísio Babo, e pelo diretor-geral do STAE, Acilino Manuel Branco.

“O material foi todo levado para os municípios. A verificação vai ser agora feita nos próximos dias e se houve algumas falhas completaremos até, no máximo, dia 20”, explicou Acilino Babo em declarações à Lusa.

“Na manhã do dia 21 será feita uma última verificação”, explicou.

Depois, no dia 22, às 05:00, duas horas antes das urnas abrirem, os funcionários do STAE “concluem a logística toda” deixando os centros de votação preparados para receber eleitores.

No complexo onde está o STAE, em Pante Macassar, a capital do enclave de Oecusse, as dezenas de urnas e as caixas com os boletins de votos – são cinco cada uma com 200 livros – estão numa tenda de campanha branca, de grandes dimensões.

Funcionários alinharam as urnas que estão empilhadas, ainda vazias, de um dos lados, da tenda. No centro uma mesa em ‘T’ tem o material mais sensível, grande parte ainda em caixas de papelão.

Ao fundo, cadeiras metálicas, forradas a tecido azul, estão empilhadas à espera de funcionários do STAE, fiscais dos partidos e observadores que acompanharão o voto e, posteriormente, o escrutínio.

Toda a tenda está rodeada por uma vedação alta, e portões que foram depois fechados a cadeado para garantir a segurança do material. Agentes policiais patrulham no exterior.

Em Oecusse há um total de 36 centros de votação, 50 mesas de voto e cerca de 46 mil eleitores.

Em termos globais as autoridades eleitorais timorenses vão instalar 1.121 estações de voto em 859 centros de votação para as legislativas de 22 de julho, dos quais pelo menos sete funcionarão no estrangeiro, na Austrália, Coreia do Sul, Portugal e Reino Unido.

Face à eleição presidencial de 20 de março, o Governo instalará para as legislativas mais 155 centros de votação e mais 177 estações de voto.

Depois da estreia do voto de timorenses no estrangeiro nas presidenciais (em Lisboa e nas cidades australianas de Darwin e Sydney), o Governo decidiu ampliar os locais de votação no exterior, procurando responder a apelos nesse sentido feitos pelas comunidades emigrantes.

Assim, a 22 de julho haverá locais de votação em três cidades australianas (Sydney, Darwin e Melbourne), na capital sul-coreana, Seul, em Londres e em Lisboa.

Estão recenseados para votar um total de 764.858 eleitores, tendo 24.688 completado o seu recenseamento no último período permitido, entre 08 de abril e 20 de junho. Esse total inclui 1.101 recenseados na Austrália, 589 em Portugal, 208 no Reino Unido e 227 na Coreia do Sul.

Os 20 partidos e uma coligação candidatos às eleições de 22 de julho estão em campanha desde 19 de junho e até à próxima quarta-feira, havendo depois dois dias de reflexão para que os timorenses se possam deslocar para votar onde se recensearam.

Cerca de metade dos eleitores tem de se deslocar para outro ponto do país no dia da votação, segundo estimativas das autoridades eleitorais.

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