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Filme do filipino Nash Ang sobre o tufão Haiyan venceu festival CineEco de Seia

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O filme “Paraíso”, do filipino Nash Ang, que aborda os efeitos do Grande Tufão Haiyan, é o vencedor do 21.º CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, anunciou hoje a organização.

A película ganhou o Grande Prémio CineEco 2015, no valor de 2.000 euros, disse à agência Lusa Mário Jorge Branquinho, diretor do certame, que hoje terminou na cidade de Seia, na Serra da Estrela, no distrito da Guarda.

Segundo o responsável, “Paraíso” é um documentário “ao estilo ‘cinema direto’, que mostra a vidas das pessoas e crianças filipinas, um mês após a passagem do Super Typhoon Haiyan, em 2013, um dos tufões mais fortes registados na Terra, como consequência das mudanças climáticas”.

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O Prémio da Lusofonia foi atribuído ao filme brasileiro “Tapajós: Um Rio em Disputa”, de Marcio Isensee e Sá, “sobre a luta das populações locais contra a construção de barragens, na bacia de uma das belas paisagens do oeste do Pará”, indicou.

Na Competição Internacional de Longas-metragens, o Prémio Antropologia Ambiental foi para o filme canadiano “Todo o Tempo do Mundo”, de Suzanne Crocker, sobre a experiência radical de uma família, um casal com três filhos, que viveu nove meses numa cabana na mata gelada do norte do Canadá, sem eletricidade, água corrente, comunicações e relógios. O filme também venceu o Grande Prémio da Juventude do CineEco.

O Prémio Educação Ambiental distinguiu “Contenção”, de Peter Galison & Robb Moss (Estados Unidos da América), e o galardão Curta-Metragem Internacional foi atribuído à animação espanhola “João e a Nuvem”, de Giovanni Maccelli.

O CineEco distinguiu, com o Prémio Séries e Documentários de Televisão, o filme sueco “Passar-se”, de Carl Javér, e com o Prémio Lusofonia Panorama Regional e com o galardão do Júri da Juventude a produção “A Doença da Murchidão do Pinheiro na Europa”, de Paulo Leitão e Tiago Cerveira (Oliveira do Hospital).

O diretor do CineEco faz um balanço positivo da edição deste ano do festival que começou no passado dia 10 e teve em competição cerca de 80 filmes de 20 países.

Mário Jorge Branquinho adiantou à agência Lusa que pelo CineEco, que hoje terminou em Seia, com a realização de uma conferência sobre as alterações climáticas, passaram “mais de sete mil espetadores”.

“De todas as edições, foi o melhor festival em termos de qualidade dos filmes em competição e da diversidade dos temas pertinentes abordados. Ao fim de 21 anos, o CineEco consolida-se cada vez mais no panorama dos festivais internacionais de cinema”, disse o responsável.

O Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela decorreu na Casa Municipal da Cultura de Seia e no CISE – Centro de Interpretação da Serra da Estrela, por iniciativa da Câmara Municipal de Seia.

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